Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 26/08/2020
Segundo Steve Jobs “A tecnologia muda o mundo.” Dessa forma, evidencia-se a relevância social do EAD (Educação a distância), visto que, a tecnologia atrelada à educação possibilita maior acesso ao ensino superior, e assim, a qualificação profissional, para aqueles menos privilegiados. Entretanto, o grande impasse disso, é que maior parte da população brasileira não possui inclusão digital e os professores não possuem capacitação docente para ministrar aulas online.
Primeiramente, a Organização das Nações Unidas incluiu o acesso à internet como um direito humano, a ser assegurado pelo governo. Porquanto, o meio digital apresentou uma nova concepção da comunicação e aumentou a disponibilidade de informações. Todavia, conforme a Fundação Getúlio Vargas, apenas 51,2% da população têm acesso à internet, computador em casa, telefone fixo ou celular. Dessa maneira, é notável a desigualdade social agravada por esse fator, visto que, consoante análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) enquanto mais de 90% das pessoas nas classes A e B são usuárias de internet, nas classes D e E apenas 42% estão conectados. Dessarte, é notável que a educação a distância é uma realidade apenas para a população mais rica do país.
Em segunda análise, com o advento do COVID-19, as aulas presenciais foram suspensas em todas as instituições de ensino, no Brasil e no mundo. À vista disso, a alternativa encontrada por elas foi aderir amplamente a Educação a Distância. Logo, as aulas online passaram a fazer parte da rotina de milhares de estudantes. Contudo, o ensino EAD aconteceu de forma repentina e a adequação à nova modalidade precisou ser imediata. A prova disso, é que 83% dos professores se sentem despreparados para dar aulas online de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Península. Além disso, vale ressaltar que a falta de organização dos alunos é um entrave, uma vez que, segundo o filósofo grego, Ésquilo, a disciplina é a mãe do sucesso. Assim, o EAD é uma via de mão dupla e precisa da colaboração de ambas as partes para ter êxito.
Portanto, é irrefutável que o EAD tem seus pontos positivos e negativos, então, é imprescindível o comprometimento do Ministério da Educação. Destarte, deve criar políticas públicas de assistência social, por meio da implantação do Welfare state e da implementação da matéria de inclusão digital, nas escolas, para ensinar os estudantes a utilizar tecnologias, como computadores e redes digitais, com a finalidade de alcançar a democratização do acesso a informação inserindo pessoas e comunidades marginalizadas no processo de ensino a distância, assim, diminuindo as disparidades sociais, e atrelado a isso, possibilitar a capacitação docente dos professores para promover aulas online, por meio de Ambientes Virtuais de Aprendizagem – AVAs.