Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/08/2020

Do início do século XXI à diante, o processo de habituação da sociedade com à tecnologia se manteve cada vez mais presente. E por isso, trouxe consequências que desaguaram na extensão da modalidade de ensino à distância. Porém, parafraseando o educador Mário Sérgio Cortella, o processo de educação é completamente distinto da escolarização, e por tal motivo, é importante que se analise as perspectivas e os desafios do EAD no contexto educacional. Assim, é explícito que o ensino à distância tem fatores benéficos como o encurtamento do tempo para a locomoção associado à maior flexibilidade para o aluno, mas também possui o lado negativo que pode vir à torna-se algo desanimador e altamente distrativo se o aluno não contribuir com os comandos do orientador.

Com o advento da internet em meados do fim dos anos 90, a sociedade brasileira se adaptou ao mundo virtual de maneira que aos poucos pudesse englobar situações corriqueiras ao meio digital. Assim, umas das causas para que o ensino à distância se transfigurasse em um atrativo econômico foi devido ao fato da disponibilidade de flexibilização para a escolarização além de servir como um fato decisivo na hora da especialização em pós graduação. Entretanto, com uma oferta de maior procura de plataformas por via do EAD e mais adeptos aderindo a esse tipo de ensino, ocorreu um desague em efeitos que vão de benéficos — devido à carga horária mais adaptável — até os mais maléficos.

No entanto, apesar de o ensino à distância ter seu lado positivo devido à troca de saberes proporcionada pelo engajamento entre alunos e professores nas aulas virtuais, algo que é amplamente explorado nas teorias de Pierre Lévy, um exímio sociólogo francês. Nem sempre é possível ver tais benefícios, o que acaba trazendo os desafios do EAD em questão, como o fato da plataforma de ensino ser um fator alto para distração principalmente quando o comunicador responsável não consegue harmonizar o ensino com uma estratégia de envolvimento capaz de associar o processo da escolarização com oratória em prol de estabelecer uma conexão mais eficaz na escolarização dos envolvidos. Além disso, um dos maiores efeitos negativos do ensino à distância é a falta de contato humano e o estabelecimento de vínculos afetivos em contraposição com o que ocorreria no presencial.

Para que os desafios por fim sejam superados nesse tipo de ensino, é fundamental que o Ministério da Educação em associações com empresas educacionais que disponibilizam a plataforma realizem palestras com os professores de modo que introduzam modos eficazes de envolvimento com o público como forma de amenizar possíveis distrações. E ainda, é necessário que a parcela que se utiliza desse meio seja coerente em seus horários, de maneira que tenha uma organização e estabeleça sempre canais de diálogo como forma de criar um ambiente propício ao contato humano.