Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 28/08/2020

Com o despertar filosófico e a secundarização do pensamento mítico, o ato de estudar tornou-se importante para a construção e permanência de uma sociedade baseada no raciocínio humano. Hodiernamente, com a chegada da Terceira Revolução Industrial houve, no Brasil e no mundo, uma relativa expansão das formas de ensino, como a educação a distância. Desse modo, apesar do ensino remoto possuir diversas vantagens, ainda existem entraves que impedem a sua democratização. Nesse sentido, é necessário destacar e analisar quais são os aspectos positivos e negativos que este formato de ensino oferece.

É imprescindível, de início, compreender que o ensino remoto é importante e extremamente necessário por ser mais conveniente, principalmente para aqueles alunos que precisam trabalhar e estudar. Isso porque, por ter uma certa flexibilidade de horário, faz com que jovens e adultos optem por esse tipo de educação. Além disso, esse novo modo de aprendizagem possui valores mais acessíveis e, com isso, torna-se mais democrático, pois rompe as barreiras sociais, geográficas e culturais, permitindo, assim, que mais pessoas tenham acesso à educação.  Dessa forma, indo de acordo com o que é previsto no Art. 205 da Constituição Federal, o qual diz que a educação é um direito de todos, e que ela deverá ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade.

Entretanto, faz-se importante analisar, ainda, que, apesar dos aspectos positivos, a inclusão digital, no Brasil, é escassa, visto que, no país, as pessoas das classes mais baixas não possuem um amplo acesso à internet. Tal fato ocorre devido à falta de investimento na infraestrutura da tecnologia nas periferias, por parte do governo, causando uma disparidade de oportunidades. Ademais, não há uma conexão à rede de qualidade, uma vez que não há grandes investimentos e esses serviços custam caro, tornando inviável assistir à aula online, por exemplo. Portanto, indo de encontro com os ideais do filósofo Thomas Hobbes, o qual diz que é dever do Estado garantir o bem-estar social, surrupiando a oportunidade de um futuro melhor e, também, tirando o prazer e a vontade de estudar desses jovens. Nessa perspectiva, é inaceitável a inércia governamental diante da desigualdade existente entre as classes sociais no contexto educacional.

Destarte, faz-se mister que o Ministério da Educação invista em tecnologia e que forneçam meios para que torne melhor o EAD para moradores das periferias, ampliando, também, o acesso à internet. Tal ação deve ser promovida por meio de projetos que levem uma melhor conexão a rede e equipamentos de boa qualidade para estes alunos. Dessa maneira, formando uma sociedade mais justa e igualitária, promovendo ótimas oportunidades a todos.