Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 26/08/2020
O ensino a distância não é uma invenção atual: No Brasil, durante o século XX, a primeira geração do EAD foi caracterizada pelos cursos por correspondência, em que o aluno recebia o material solicitado em casa. Contudo, a tecnologia e o avanço das telecomunicações foram peças-chaves para a mudança e adaptação desse ensino no país. Nesse contexto, é importante discutir os motivos socioeconômicos que impulsionam o cidadão a optar pelo ensino online e quais os caminhos para melhorar sua superficialidade.
É fundamental, em uma primeira observação, perceber que o ensino online é uma das melhores ferramentas de democratização ao acesso a educação no país. Segundo dados do Censo EAD, a maior parte dos estudantes abrangem as faixas etárias entre 26 e 40 anos, ou seja, são pessoas que procuram um meio de se capacitar e melhorar seu posicionamento no mercado de trabalho, mas com o tempo reduzido e estar presente na instituição se torna uma tarefa difícil, por isso o ensino online se torna mais viável para esses cidadãos. Dessarte, outro fator que também colabora para a educação online é o econômico, tendo em vista que alguns desses indivíduos apresentam recursos limitados para arcar com despesas de transporte, alimentação, material e muito mais. Por isso a educação a distância se torna muito mais econômica que a presencial.
Entende-se, ainda, que um dos pontos frágeis do ensino a distância é a qualidade. De acordo com o pensamento do sociólogo Pierre Lévy e o conceito de cibercultura, a potencialidade da educação a distancia hipermidiática, forma um novo estilo de pedagogia, em que o professor é incentivado a estimular o intelecto de seus alunos, ao invés de se restringir ao único papel de fornecedor de informações, portanto, fica evidente que a tecnologia por si só não melhora nada, é necessário um projeto de aula bem elaborado e professores capacitados para tornar uma aula online qualificada e produtiva. Além disso é preciso diversificar a faixa etária de ensino e torná-lo mais atrativo para os jovens entre 18 e 24 anos, para que o país melhore sua taxa de escolarização líquida.
Sendo assim, fica evidente que a educação a distância é um excelente meio de democratizar o acesso ao ensino, mas é preciso encontrar meios para qualificá-la. Diante disso, é necessário que o ministério da Educação em conjunto com a Associação Brasileira de Educação a Distância invistam na capacitação de professores dessa modalidade, com cursos profissionalizantes na área pedagógica e tecnológica com o intuito de manter o docente informado, no que tange a novidade multimídia, trazendo isso para a aula virtual e qualificado para utilizar a plataforma online. A fim de que mais pessoas possam recorrer a esse ensino e as que já fazem parte dele se tornem mais qualificadas.