Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 26/08/2020
Com o surgimento da Revolução Técnico-Científica-Informacional tornou-se evidente o avanço tecnológico no mundo. Dessa maneira, a tecnologia contribui significantemente para o desenvolvimento da educação no século XXI. Entretanto, a desumanização do ensino à distância e a desigualdade existente no território brasileiro são os principais impasses para a concretização de uma educação de qualidade no País.
A priori, com o advento da aprendizagem à distância é notório a existência da mecanização da educação nas instituições básicas e superiores de ensino. Desse modo, segundo Paulo Freire, pedagogo pernambucano, o sistema capitalista predominante na atual sociedade é o responsável pela educação bancária, a qual torna os indivíduos programados com a função de adquirir lucros, e deixa para trás a educação humanizada. Com isso, as aulas online contribuem para a diminuição do contato social, entre aluno e professor, e, consequentemente, gera a mecanização do indivíduo na atual realidade brasileira.
Ademais, a desigualdade socioeconômica existente é um dos fatores predominantes para a má distribuição do direito à educação, principalmente de maneira virtual, no País. Desse modo, de acordo com Nelson Rodrigues, geógrafo brasileiro, a globalização é considerada uma fábula pois não atinge todos os indivíduos de maneira homogenia. Hodiernamente ao pensamento do geógrafo, cerca de 79,1% dos domicílios do País possui acesso à internet, segundo dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e, com isso, torna-se evidente que 20,9% da população não tem condições de efetivar o ensino à distância no Brasil.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe às instituições de ensino de todo o território brasileiro efetivar a educação humanizada, por meio da realização de palestras com professores no meio virtual que evidenciem a importância da educação conscientizadora para a vida na sociedade, com o objetivo de garantir o fim da robotização do ensino promovida pelo sistema capitalista vigente na sociedade. Além disso, faz-se necessário que o governo, como gestor dos direitos coletivos, juntamente com o Ministério da Educação, criem projetos educacionais que visem o ensino online dos menos favorecidos, por meio da criação de bibliotecas virtuais nos municípios com a disponibilização de computadores com acesso à internet para fins educacionais, com o objetivo de permitir que o direito à educação atinja todos os indivíduos da população.