Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/08/2020
Segundo o filósofo germânico Georg Hegel, o pensamento social evolui com o decorrer da história, dado que a sociedade passa a adotar ideias coletivistas com o intuito de se tornar mais inclusiva e garantir a qualidade de vida para todas as camadas da nação. Entretanto, a educação a distância no Brasil apresenta ainda mutios desafios e, também, perspectivas, os quais impedem que o acesso à ela seja igualitário, o que reflete a predominância do pensamento individualista da sociedade e do Estado, o que, de acordo com Hegel, indica um retrocesso.
A priori, é fulcral expor que no final do ano de 2019, surgiu na cidade Wuhan, na China, o Covid-19, um vírus de rápida contaminação por meio do ar, que causou a morte de milhares de pessoas e, por isso, exigiu que a população mundial iniciasse o isolamento social. Por causa disso, todas as instituições de ensino brasileiras foram obrigadas a fecharem suas portas e passarem a transmitir suas aulas “online”. Todavia, muitas instituições de ensino não possuem professores treinados e com as ferramentas adequadas para realizarem o ensino a distância, uma vez que se trata de algo novo e, devido à indiferença da sociedade, tais medidas sempre foram deixadas de lado. Porém, é preciso reconhecer o quão importante e necessária é a educação via plataformas digitais, uma vez que evita aglomerações em salas de aula durante a pandemia do Corona Vírus, o que garante a segurança da saúde de toda população do país.
A posteriori, é importante destacar que, segundo o filósofo grego Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, a política não deveria ser a arte de dominar, mas de fazer justiça. Entretanto, por causa da negligência do Estado para com a educação brasileira, muitos estudantes não podem usufruir do seu direito à educação a distância, já que pouco se investe na distribuição de internet e equipamentos tecnológicos gratuitos e de qualidade para a população mais vulnerável economicamente. Além disso, o governo não financia cursos que preparam professores da rede pública de ensino para dar aula olhando para uma câmera e, também, não se preocpa em desenvolver uma plataforma “online” eficiente e prática para educadores e estudantes. Mas é preciso ressaltar que é impressindível investir no ensino de longa distância, uma vez que permitem que os indivíduos possam adaptar o estudo ao seu ritmo e rotina, além de facilitar o acesso aos conteúdos para quem mora distante das escolas.
Portanto, é fundamental que o Estado, junto ao Ministério da Educação, desenvolvam medidas que garantam o acesso ao ensino a distância para estudantes de todas as camadas sociais, como o fornecimento de internet e equipamentos gratuitos para que possam ver aulas e ter acesso ao material necessário para estudar, além de promoverem cursos capacitantes para professores inexperientes.