Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 01/09/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito fundamental para todo ser humano. Diante disso, o ensino a distância no Brasil é uma ideia com grandes perspectivas mas que vai de encontro com barreiras socioeconômicas de parte da população. Sob essa ótica, é importante destacar como a instrução via internet possibilita maior liberdade educacional, mas não se detém aos alunos de baixa renda.
Em primeiro plano, é válido salientar o quão positivo é o ensino a distância para uma sociedade avançada. Segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC), o aluno que se dispõe a essa prática educacional, pode montar seus próprios horários de estudo, além de exigir um menor custo e praticidade. Com isso, seguindo os parâmetros de funcionalidade que o século XXI, época de ação e resposta imediata, requer. Nessa perspectiva, fica claro como esse meio de aprendizado viabiliza um maior conforto para o estudante, que não precisa passar por determinados cenários que a instrução presencial pode fazer com que ocorra, como enfrentar super lotação em meios de transporte público ou longas caminhadas até o centro educativo.
Outro importante aspecto, é o quão segregador esse meio de ensino pode ser na realidade educacional brasileira afinal, para que haja contato com a educação a distância, é preciso possuir aparelhos eletrônicos com conexão com a internet. De acordo com o jornal Globo, 59% dos estudantes do Brasil não possuem acesso à rede de computadores e celulares. Desse modo, fica evidente como existe uma barreira que inviabiliza esse método educativo pois, acaba excluindo uma parcela gigantesca de educandos que são obrigados a seguir do jeito tradicional. Assim, esse “apartheid” moderno segue impedindo os alunos de baixa renda de fazer uso desse recurso de grande importância, que ajudaria ainda mais essas pessoas no processo de desenvolvimento.
Portanto, as perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil serão atingidas e resolvidas, quando o Estado criar leis e projetos sociais. Isso deve ser feito por meio do esforço das autoridades competentes e do Legislativo, criando-se meios de viabilizar por lei esse método de ensino para todas as classes sociais, com medidas que permitam que famílias mais pobres tenham um melhor acesso à rede e aparelhos eletrônicos. Para que assim, a desigualdade nesse âmbito comece a regredir progressivamente, incluindo maiores parcelas da sociedade em métodos de ensino inovadores, fazendo com que haja uma maior equidade social.