Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/08/2020

De acordo com a pesquisa feita pela Associação Brasileira de Educação a Distância, houve um aumento de 17% em números de alunos matriculados na modalidade de ensino a distância, de 2017 para 2018. Esse dado mostra que essa categoria vem aumentando bastante. Sendo assim, esse modelo de ensino deve melhorar cada dia mais e fornecer a mesma base que o ensino presencial dá; e também suprir toda a necessidade do estudante em relação ao seu curso.

Segundo o filosofo, Paulo Freire, “não há docência sem discência”, pois “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.” Dessa forma, educar se torna uma troca de conhecimento, aonde a uma troca de aprendizado entre professor e estudante. Porém, alguns EAD dificultam essa permuta, que Freire acreditava ser tão importante. Muitos alunos dessa modalidade sofrem por não conseguirem tirar dúvidas, imediatamente, com os professores e por não terem eles para ajudar durante as aulas. Por isso, o ensino a distância deve se aprimorar para oferecer aos alunos as mesmas condições que estudantes presenciais possuem; pois assim, eles terão a mesma capacidade profissional que os de presencial tem. Por isso, as faculdades devem melhorem as suas plataformas de ensino e disponibilizem uma maneira do discente se sinta mais perto do professor.

Além disso, o Brasil é um país bastante desigualdade, isso afeta diretamente a educação e, consequentemente, o ensino a distância (EAD). Por essa categoria exigir certo nível de autonomia e por alguns possuírem problemas na base educacional, isso dificulta que muitos estudantes consigam aproveitar 100% do curso EAD. De acordo com o MEC (Ministério da Educação), 7 em cada 10 alunos do ensino médio têm nível insuficiente de matemática e português. Dessa forma, a falta de uma base de qualidade pode gerar problemas para esse estudante, visto que ele terá que correr atrás de fortalecer os problemas gerados por esse ensino ruim e ainda terá que se dedicar e aprender a estudar sozinho para a sua faculdade. E ainda assim, infelizmente, muitos alunos enfrentam certo preconceito por cursarem a faculdade a distância.

Portanto, é notório que os alunos do ensino a distância passem por dificulta. Dessa forma, o Ministério da Educação deve melhorar as plaformas das aulas “onlines” e deve fazer o que os alunos que foram afetados pela desigualdade consigam se igualar aos demais estudantes. Esse aprimoramento deve ser para que os alunos tenham aulas “onlines”, pois assim consigaram tirar suas dúvidas ainda durante a aula, para que eles tenham as mesmas oportunidades que os alunos do presenciais têm. Para os discentes que possuem dificuldades em matérias do ensino médio possam suprir essas dificuldades, dessa maneira os igualando aos demais.