Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/08/2020

Nos últimos séculos da Baixa Idade Média, as universidades começaram a surgir na Europa, o que representou uma inovação marcante na educação no mundo. Nesse viés inovador, o ensino a distância também está representando uma revolução na forma de ensino da atualidade e que está se tornando cada vez mais importante no Brasil. Contudo, é fundamental garantir a qualidade do ensino e a acessibilidade à educação a distância.

A princípio, é preciso que, apesar dos diversos aspectos positivos do EAD (Educação a Distância), como a praticidade, não é admissível que ocorra uma queda na qualidade dos profissionais que serão formados. Esse é um dos principais desafios, pois a interação entre o professor e os alunos é bastante reduzida, o que torna fundamental a eficiente fiscalização dos cursos a distância para evitar que eles se tornem apenas uma forma de depósito de informações nos alunos. Tal conjuntura é chamada pelo pedagogo Paulo Freire de Educação Bancária, visto que apenas deposita informações desconectadas nos alunos, o que não constrói de forma eficiente o conhecimento e é prejudicial para o ensino no país.

Além disso, a acessibilidade aos cursos de ensino a distância não é garantido. Tal situação ocorre, porque nem todos os brasileiros têm recursos disponíveis para assistir aulas e realizar atividades pela internet, devido a condições financeiras precárias, o que é reflexo da grande desigualdade social do país. Logo, o sistema EAD, caso as medidas cabíveis não sejam tomadas, continuará excludente, privilegiando apenas parcela da população. Isso é perceptível pelo fato de apenas 50% da população negra no Brasil ter acesso à internet, segundo a revista Superinteressante, o que torna necessária uma ação governamental para resolver a problemática.

Portanto, visto a questão da educação a distância no Brasil, o Ministério da Educação deve combater a falta de acessibilidade a tal modalidade de ensino, por meio da criação do programa “EAD para Todos”, o qual deve oferecer os recursos necessários, como computador e internet, para as pessoas de baixa renda e que não têm acesso aos recursos. Isso deve ser feito, a fim de que a exclusão social não persista no ensino a distância. Além disso, o Ministério da Educação deve avaliar os cursos a distância de forma mais rigorosa, por meio da criação de agentes que executem tal tarefa, a fim de que não ocorra uma queda na qualidade dos profissionais formados nessa modalidade de ensino.