Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/08/2020
“A tecnologia move o mundo” é uma conhecida frase de Steve Jobs que hodiernamente vem ocupando cada dia mais áreas da sociedade, entre elas a educação, que ganhou a modalidade a distância (EAD), em que o afastamento entre os professores e os alunos foi encurtado pela tecnologia. Assim, esse novo modelo de ensino divide opiniões e possui desafios que precisam ser avaliados. Em tal situação há quem defenda que o aprendizado é eficiente e quem nega, mas independente do posicionamento, os desafios enfrentados pelos professores e alunos são inevitáveis.
A princípio, cabe destacar que existem posicionamentos contras e a favor do ensino a distância. O público que defende, leva em conta a praticidade nos horários, que para quem possui um dia muito atarefado ajuda na formulação dos seus horários, não gasta ainda mais tempo com o transporte, além do custo com as mensalidades ser muito inferior — esses são os principais motivos que fazem 20% dos estudantes optarem pelo EAD, segundo dados do G1. Em contraposição, há um grupo de pessoas que discordam de que esse tipo de educação seja efetivo, por acreditar que aulas práticas são necessárias em alguns cursos, além de ser necessário uma cobrança mais pessoal, que é muito mais difícil quando feito por meio de um computador — tais fatores explicam o pequeno número de pessoas que optam pelo EAD, fazendo com que 8 a cada 10 pessoas escolham a modalidade presencial, segundo os dados divulgados pelo site de notícias O Globo.
Diante dos posicionamentos mencionados, os desafios são inexoráveis e os principais são a necessidade de reformulação das aulas pelos professores — a dinâmica a distância é totalmente diferente, assim, as aulas também precisam ser diferentes para que o aluno tenha o aprendizado eficaz — e o comprometimento dos alunos — é necessário uma forte disciplina e organização por parte dos alunos, haja vista que o EAD não é uma forma mais fácil de aprender, é apenas mais adaptável. Dessa forma, pode-se comparar essa realidade com a teoria de Darwin, a qual afirma que “Os mais adaptados sobrevivem”, pois o êxito dessa nova forma de ensino depende muito da adaptabilidade entre o professor e o aluno, além da responsabilidade de cada aluno, ou seja, apenas os mais adaptados conseguem concluir, que segundo dados do UOL são apenas 50% dos que iniciaram.
Portanto, é notório que existem desafios que precisam ser resolvidos no ensino a distância. Logo, é necessário que o Ministério da Educação crie cursos preparatórios para os professores que lecionam via internet, em que serão abordadas estratégias de aulas inovadoras que sejam atrativas aos alunos e garantam um aprendizado eficaz, além de capacitar os professores a ajudarem os alunos a serem produtivos e não procrastinar, para que haja um melhor desenvolvimento e adaptação dos educandos.