Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/08/2020

De acordo com o sociólogo Pierre Lévy, cibercultura é uma inovação de troca de saberes virtual. Sendo assim, com o avanço tardio da telecomunicação no Brasil, a Educação a Distância (EAD) foi evoluindo do rádio pra televisão, pro computador e até mesmo para tela do seu próprio celular. Deste modo, o grande problema é a exclusão do digital no Brasil que acarreta os desafios e perspectivas da EAD.

Em primeira análise, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância, 7 milhões de brasileiros estão matriculados em alguma modalidade da Educação a Distância (EAD) em 2017. Desta forma, a tecnologia veio pra desburocratizar o processo de aprendizagem, como a flexibilidade do tempo, valores mais acessíveis das mensalidades e não necessidade de locomoção até o ambiente escolar. Assim, valorizando os trabalhadores e donas de casa que possui metade do tempo para mergulhar no pensamento do sociólogo Manuel Castells, onde EAD é uma rede de conhecimentos.

Em segunda análise, em recorrência com o caso que gerou uma grande repercussão de Willian de 13 anos, que passa seus dias sentado em uma praça, para acessar a rede wi-fi do açougue em frente, para poder estudar nesse período de pandemia e Educação a Distância (EAD). Sendo assim, a infinidade de informações em um clique não chega a todos da mesma forma. Como prova disso, segundo o Fundo das Nações Unidas para Infância, na África, 60% das pessoas entre 15 e 24 anos não têm acesso á internet, já na Europa,  a porcentagem cai para 4%. Assim, a desigualdade de oportunidades de acessar á internet e um curso EAD é nítida no Brasil.

Portanto, diante dos desafios e perspectivas do curso a distância entenda-se porquê a exclusão digital ocorre. Logo, é necessário que o Ministério da Ciência e da Tecnologia, por meio de verba disponibilize internet e computadores gratuitos, através de associações de bairros onde o percentual de trabalhadores não formados seja grande. Com a finalidade de um país com desigualdade zero.