Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/08/2020

Atualmente, o mundo está passando pela pandemia do COVID-19. Nesse sentido, diversos sistemas e interações foram modificados, a fim de se adequar a essa nova realidade. Desse modo, a educação a distância, que já era consolidado no Brasil, tornou-se obrigatório devido a esse novo contexto mundial. Diante disso, faz-se necessário analisar a flexibilização do tempo e consequentemente a diminuição do contato pessoal, além da viabilidade de um alcance maior em detrimento da educação formadora.

Primeiramente, o sistema EAD possibilitou ao indivíduo uma melhor administração do seu tempo e uma redução de gastos estudantis. Isso aconteceu porque o estudante não precisará mais demandar horas do seu dia para locomoção até o centro de estudo, além de também conseguir ter acesso a um ensino mais barato. Nessa conjuntura, devido a essa aprendizagem ser feita, principalmente, de modo não presencial, logo, não requer da instituição tantos recursos estruturais, terminando por diminuir os preços dos cursos. Esses são uns dos principais motivos que levaram cerca de 7 milhões de brasileiros a matricularem-se em alguma modalidade de EAD, em 2017, segundo o último censo divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). Todavia, é preciso ponderar que nessa metodologia, a interação professor e aluno em pessoa - um fator muito importante para a formação e integração do ser humano na sociedade - é suprimido, visto que, praticamente todo processo é feito por vias tecnológicas e são raros os encontros presenciais envolvendo esse grupo. Portanto, isso se torna um desafio a ser enfrentado.

Somado a isso, a Educação a distância consegue alcançar um número de pessoas muito maior ao mesmo tempo que o processo presencial. Tal situação ocorre porque não é necessário uma sala de aula que agrupe uma quantidade limitada de estudantes, ou seja, essa metodologia rompe com o ambiente físico de aprendizagem. De acordo com o G1, uma aula pode atingir todos os alunos simultaneamente, por meio do uso frequente da tecnologia no meio digital. Em outras palavras, a inserção tecnológica possibilitou a dinamização do formato das aulas, logo, mais estudantes tem acesso a isso. Porém, é imprescindível compreender que, embora tenha havido toda essa modificação, a técnica educacional não se pode resumir a uma fábrica reprodutora de diplomas, isto é, esse método precisa continuar abrangendo uma grande quantidade de indivíduos, no entanto, de maneira consciente e educadora, a favor da boa formação profissional. Assim sendo, esse um outro desafio a ser refutado.

Portanto, o Estado deve possibilitar uma melhor interação pessoal entre professor e alunos e conscientizar as instituições de ensino sobre a construção de uma educação formadora. Isso por meio de palestras, debates mensais com profissionais capacitados, para que esse método continue existindo.