Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/08/2020
Os avanços tecnológicos nas áreas de comunicação e informação,para o sociólogo Habermas,é fundamental para o desenvolvimento da sociedade,principalmente na perspectiva de criação de uma razão comunicativa coletiva.Sob essa lógica,a Educação a Distância (EaD) surge como mecanismo de inclusão e democratização do acesso à educação.Nesse sentido,implica-se perspectivas e desafios da educação a distância no brasil,que apesar de todos os benefícios encara,ainda,como percalço,o acesso desigual a internet e aos recursos tecnológicos.
A princípio,a educação a distância é cada vez mais crescente no Brasill,segundo informações do Ministério da Educação,pois,promove a flexibilização do espaço e tempo para o ambiente educativo e consequente ampliação desse direito.Nesse sentido,com o apoio colaborativo dos recursos da contemporaneidade atribui grandes vantagens para o ensino de forma didática e pedagógica.Como a superação dos limites geográficos,sociais e culturais,provendo a formação dinâmica e inclusiva do conhecimento.Nas perspectivas asseguradas pela Constituição Federal de 1988 a educação é um direito atrelado a dignidade da pessoa humana,pois a restrição de acesso a essa garantia limita a liberdade,visto a tolher o cidadão do conhecimento,promovendo sua alienação.Sob esse prisma,a educação a distância é uma alternativa a democratização da educação no Brasil,dessa forma,as tecnologias devem ser colocadas a favor da boa formação de todos os profissionais.Assim,revela-se a importância da educação a distância como meio de acessibilidade e massificação do ensino.
Não obstante,pode-se estabelecer um paralelo com a desigualdade do acesso à internet no Brasil,caracterizando-se como impasse para o EaD.Sob esse prisma,o Marco Civil da Internet assegura a todos os indivíduos o direito de acesso às vias “onlines”.No entanto,na prática,tal garantia é deturpada,visto que a ampla utilização do meio virtual,não se encontra efetivada na sociedade brasileira.Nesse sentido,a realidade supracitada é subproduto da desigualdade entre as classes,que garante a condição de subcidadania de diversos indivíduos,os excluindo da possibilidade de obtenção de conhecimento,informação e comunicação ofertados pela educação a distância.
É evidente,portanto,a importância da educação a distância,como também ainda há entraves para a sua solidificação.Nesse viés,cabe ao Governo,promover maior protagonismo por parte dos governantes para a efetivação dos direitos dos cidadãos,na perspectiva de fortalecer a educação a distância e democratizar o acesso a educação.Por meio de direcionamento de verbas para o custeio e distribuição de tecnologias em regiões de pouco acesso.Ademais,cabe ao Ministério da Educação fiscalizar a qualidade dos cursos EaD,para encontrar o equilíbrio e garantir boa formação profissional.