Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/08/2020
A Terceira Revolução Industrial do século XX mudou a forma com a qual as pessoas se comunicavam e, principalmente, o seu processo educacional formativo. Embora a Educação A Distância tenha diminuído as fronteiras, ainda existe uma certa superficialidade nas determinadas áreas que necessitam de prática, o que prejudica bastante a confiabilidade dessa formação digital.
Primeiramente, é necessário comentar sobre a acessibilidade que a educação a distância promove. Diante de toda essa rapidez que a Era Digital apresenta, boa parte das pessoas que buscam um curso a distância não conseguem encontrar um tempo de qualidade nas 24 horas do dia para se deslocarem e assistirem todas as aulas que aquele determinado curso exige. Por isso, o ensino remoto é bastante eficaz para eliminar essas barreiras e permitir que as pessoas que trabalham possam ter acesso à educação.
Todavia, há uma superficialidade nesses ensinos a distância, os quais, muitas vezes, abdicam quase 100% de aulas práticas. Isso, segundo o educador Paulo Freire, leva à uma educação bancária, a qual apenas deposita uma informação e não põe em prática, ou seja, não forma educacionalmente. Logo, é de extrema importância que os cursos que possuem conteúdos presenciais sejam devidamente efetuados, a fim de que os profissionais que se formarem a distância tenham a mesma capacidade que os alunos presenciais.
Diante desse contexto, é necessário que o Ministério da Educação zele pela qualidade do ensino a partir da adição, no currículo de conteúdos práticos, de mais aulas presenciais extras e obrigatórias, as quais contribuirão para o aperfeiçoamento dos saberes aprendidos virtualmente. Assim, a educação não será apenas bancária e o EAD terá seu devido reconhecimento.