Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/08/2020

O ensino a distância é historicamente presente por meio de cartas, televisão, rádio e até mesmo antes da invenção da escrita, através do gesto e da oralidade, buscando ensinar técnicas consideradas importantes à sobrevivência humana. Porém, atualmente, o EAD é alvo de grandes debates, pois embora seja prática, é, muita das vezes, defasada e entregue a uma parcela restrita da população.

Em primeiro lugar, é importante saber que, segundo o último censo divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), cerca de 7 milhões de brasileiros estão matriculados em alguma modalidade EAD. Tal número expressa a preferência, muitas vezes, pelo ensino online, já que este oferece maior acessibilidade e praticidade, pois não é necessário se quer saí de sua própria casa. Porém, por se tratar de um processo mecanizado, tal interação online se mostra superficial, especialmente nos casos em que o contato humano é muito importante, como em cursos da área de saúde.

Além disso, é necessário destacar que, segundo a Pnad (Pesquisa nacional por Amostra Domiciliar), em uma pesquisa de 2016, cerca de 21,6% dos lares do país não tem acesso a internet. Isto mostra que ainda existe problema com a inclusão digital no Brasil, sendo dificultoso o acesso ao ensino a distância pela população de classe baixa e que a universalização da internet ainda não é uma realidade nacional.

Portanto, o Governo Federal deve aumentar o acesso à internet no Brasil, através de incentivos fiscais às empresas que oferecem o serviço, de barateamento dos pacotes nas regiões, expandido aos poucos o uso. Além de que, o MEC deve fiscalizar a qualidade do ensino através da imposição de um padrão mínimo de qualidade aos cursos oferecidos, avaliando critérios como suporte dos professores e conteúdos, a fim de que seja ofertado um ensino a distância de qualidade e para todos.