Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/08/2020
Na segunda metade do século XX, o advento da Revolução Tecnocientífica mudou a dinâmica tecnológica do mundo. Na contemporaneidade, essa evolução proporcionou o surgimento da educação a distância, a qual enfrenta desafios na perspectiva de aplicação no Brasil. Nessa ótica, sabe-se que esses impasses derivam da carência de efetividade na democratização do acesso à internet, bem como do arcaísmo dos recursos de ensino nas instituições educativas do país.
De antemão, percebe-se que a escassez de efetividade na democratização do acesso à internet representa um dos desafios da educação a distância no Brasil. Nessa lógica, é possível analisar a matéria do jornal “G1”, a qual afirmou que 30% da população não possui acessibilidade ao meio cibernético. Nesse viés, chega-se à conclusão de que essa considerável parcela carente dos recursos da “web” é vítima de um processo antidemocrático educativo, visto que esse contexto restringe os benefícios da EAD a classes com maior poder aquisitivo. Dessa forma, fica evidente que a disponibilidade tecnológica ganha importância nas perspectivas dos direitos sociais.
Além disso, infere-se que o arcaísmo dos recursos de ensino nas instituições educativas representa outro desafio da educação a distância no Brasil. Nesse pensamento, é possível analisar a teoria do cientista informacional Steve Jobs, a qual expõe que a tecnologia dita os aspectos da dinâmica contemporânea. Nesse raciocínio, chega-se à conclusão de que o tradicionalismo arcaico da passagem de conteúdo nas escolas e universidades do país afirma uma perspectiva de atraso e congelamento nessa dinamicidade, visto que os benefícios da EAD são pouco explorados. Desse modo, torna-se evidente que a carência de flexibilidade no contexto monetário, espacial e de deslocamento, proposta pela resistência à adoção dessa categoria de ensino, impede a contribuição tecnológica no ambiente escolar.
Portanto, sabe-se que os desafios da educação a distancia no Brasil devem ser atenuados. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, findar o contexto antidemocrático do acesso à internet, bem como o do arcaísmo dos recursos de passagem de conteúdo. Isso deve ser feito por meio da criação do projeto “EAD para todos”, o qual possa disponibilizar um auxílio financeiro às classes baixas para assinarem pacotes cibernéticos e aplicar uma plataforma de ensino remoto em todas as instituições públicas do país, com possibilidade de exploração integral ou secundária. Assim sendo, os benefícios dessa categoria educativa poderão ser democratizados, a tecnologia poderá colaborar com o processo formador intelectual e a evolução proporcionada pela Revolução Tecnocientífica melhor aproveitada.