Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 28/08/2020

De acordo com a Associação Brasileira de Educação a Distância, cerca de 7 milhões de brasileiros estão matriculados na educação a distância. Dessa forma, é irrefutável afirmar que essa forma de transmissão de conhecimento é fundamental, diante do alto desenvolvimento da tecnologia na contemporaneidade, que beneficia o mundo, também no âmbito da educação. Assim, por causa das facilidades encontradas nessa forma de ensino, muitos optam por ela, porém, boa parte da população não pode desfrutar dessa oportunidade pela falta de recursos, o que reflete a desigualdade social.

A priori, a Educação a Distância torna-se atrativa devido à sua flexibilidade de horário, menor tempo de duração e menor custo principalmente. Nesse contexto, de acordo com o estudioso Paulo Freire, os homens se educam entre si, mediados pelo mundo. Logo, é indiscutível afirmar que para a educação funcionar, mediadores são necessários, pois sozinho o indivíduo não se autoeduca. Dessa maneira, diante da estrutura capitalista e vertiginosa onde vive a população, a qual exige cada vez mais capacitação em um menor espaço de tempo, essa modalidade torna-se essencial. Nesse âmbito, observa-se que o Ensino a Distância democratiza o acesso à educação, entre aqueles que possuem um menor tempo disponível, porém almejam o aperfeiçoamento do curriculum, dentro de um mercado altamente competitivo e exigente.

Entretanto, parte da sociedade não possui acesso à Educação a Distância, devido à falta do recurso básico que é a internet, o que impossibilita a isonomia dentro do meio social.  Nesse plano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 46 milhões de brasileiros não tem acesso à internet atualmente. Sendo assim, fica claro que as oportunidades são significativamente distintas para classes sociais de baixa renda, o que acaba por refletir, a falta de igualdade no campo educacional entre as camadas da sociedade moderna. Dessa maneira, a população mais pobre é marginalizada e excluída dos avanços tecnológicos, que deveriam ser úteis e proveitosos para todos, sem distinção, para que a educação fosse garantida também por meio deles.

Diante disso, o Ministério da Educação deve estimular a maior difusão do modelo de Educação a Distância, por meio da criação de mais cursos e mais vagas dentro das universidades nessa modalidade, para que todos possam ter acesso à essa oportunidade. Assim, devem fornecer o ensino nas mais diversas áreas, para que haja capacitação de todos os profissionais que desejarem, para que assim, a probabilidade de um curso superior seja possível. Ademais, o Estado deve assegurar o direito de todos à educação, por meio da inclusão de plataformas que não necessitem do acesso à internet para o seu funcionamento, para que mais alunos se matriculem e sejam educados por EAD.