Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 28/08/2020
A educação a distância não é uma inovação do século XXI, os seus primeiros relatos, no Brasil, surgiram a partir de 1904, por meio de um anúncio classificado no jornal do curso de datilografia, realizado através de correspondências, segundo informações da página EAD. Sendo assim, esse ensino retrata diversos benefícios, como valor de mensalidade mais acessível, a flexibilização do tempo a ser dedicado ao estudo e o fato de não necessitar a locomoção até o espaço físico. Contudo, geralmente as problemáticas presentes no país são a superficialidade do aprendizado e o acesso a internet nas regiões mais carentes.
Em primeira instância, vale ressaltar que de acordo com o último censo publicado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), cerca de 7 milhões de brasileiros estavam matriculados em alguma modalidade do ead, no ano de 2017. Porém, devido ao alto índice do uso da rede, atualmente, a superficialidade do ead tem expandido gradualmente ao longo dos anos. Além da existência de barreiras físicas entre educadores e estudantes, a grande diversidade de conteúdos disponíveis no âmbito virtual é imensa. Isso, possibilita frequentes dispersões comprometendo assim, a aprendizagem dos educandos.
Paralelamente a isso, destaca-se que Manuel Castells, sociólogo, defende a descentralização do conhecimento, na qual afirma que não é necessário exercer a profissão de professor para educar uma pessoa a distância. Entretanto, a partir do momento em que esta não possui acesso a rede ela não pode estabelecer contato virtual, o entrave mais frequente relatado pelo corpo discente brasileiro, em relação ao ensino a distância. Dessa maneira, essa foi a decisão mais prudente tomada pelas instituições educacionais, tendo em vista a atual pandemia, o coronavírus.
A partir dos fatos supracitados, é evidente que a necessidade de medidas que busquem mudanças nas perspectivas contemporâneas. Portanto, urge que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Economia, através de investimentos governamentais possibilitem total acessibilidade aos indivíduos, por meio de recursos que permitam a conexão a internet e realizem campanhas publicitárias disseminadas mediante às redes sociais e canais televisivos, os quais devem expor a importância e a responsabilidade que deve-se ter com o ead, a fim de reduzir a evasão escolar e a resistência dos alunos. Ademais, ainda é preciso que as instituições educacionais com o apoio dos pais ou parentes incitem o estudo de seus aprendizes, transversalmente a partir de aulas diversificadas, e gratificações àqueles que apresentarem mais envolvimento e entusiasmo às aulas, com a finalidade de incentivar o ensino e aumentar a aprendizagem dos cidadãos brasileiros.