Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 05/01/2021
A Revolução Técnico-Científico-Informacional intensificou os meios informacionais e tecnológicos que, em poucos anos, quebrou barreiras físicas em diversos aspectos da vida do ser humano. Nesse contexto, não há duvidas que a educação a distancia, popularmente conhecida como EAD, transformou a maioria das salas de aulas e tornou-se habitual na formação dos brasileiros. Consequentemente, esse tipo de curso possui um valor abaixo dos cursos presenciais, e por isso é mais acessível. Nessa perspectiva, convém analisarmos como o EAD quebrou barreiras socioeconômicas na sociedade contemporânea e se essa economia pode significar uma precarização neste modelo de ensino.
Posto isto, evidencia-se que o meio virtual trouxe novas possibilidades, no qual a maneira de se aprender se estruturou de forma mais prática, principalmente na questão financeira. Segundo dados do Censo de Educação Superior, um em cada cinco estudantes matriculados no ensino superior estuda a distância. Isso ocorre, porque as pessoas que antes não conseguiam pagar pela sua formação, agora se beneficiam das mensalidades mais baratas que o EAD oferece. Desta forma, faz-se necessário ressaltar a importancia desse novo modelo de ensino para as camadas mais pobres da população, que encontra nessa ferramenta inovadora uma forma de se qualificar para o mercado de trabalho.
Por outro lado, verifica-se uma diferença no jeito em que o conteúdo é passado, por exemplo, na gradução a distância como aulas são gravadas e não existe contato direto com o professor. Tal fato, gera um questionamento se a qualidade do ensino é boa. De acordo com o cientista Albert Einsten, “o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”. Assim, a educação a distância trouxe uma precarização no nível superior, haja vista que, muitas vezes, o contéudo é raso, além de que existe pouco contato do mestre com o aluno. Desse modo, é fundamental que aconteça algumas mundanças que busquem aperfeiçoar a educação advinda do meio virtual, a qual na atualidade permite uma maior flexibilidade e baixo custo, se tornando imprescindível.
Portanto, medidas são essenciais para que a educação a distância continue com seu papel transformador. Cabe, então, ao Ministério da Educação junto com uma equipe interdiscipilar - formada por educadores e profissionais de informática - buscar novos métodos pedagógicos, por meio de pesquisas feitas com os discentes e docentes do EAD, a fim de melhorar aprimorar a educação corporativa virtual oferecidas por diversas instituições do Brasil.