Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 31/08/2020

Em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), nossa Constituição Federal postula a importância do acesso à educação para todo cidadão. Todavia, nota-se uma divergência entre garantia e direito, posto que a educação a distância no Brasil (EaD) não é uma realidade para muitos cidadãos. Nesse contexto, seja pela falta de acesso à internet e aos meios digitais, seja pela falta de capacitação profissional, a Educação a Distância no Brasil é um grande desafio no país e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Inicialmente, faz-se pertinente destacar a desigualdade no acesso aos meios digitais para fomentar a antidemocracia presente no sistema de ensino EaD. Isso porque pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Diante disso, é evidente que a educação a distância é inaceitavelmente desigual, privando o cidadão mais vulnerável de seus direitos constitucionais, urgindo parcerias entre o público e o privado para reverter a situação.

Outrossim, faz-se necessário evidenciar a indolência estatal na capacitação dos professores, não só por conta da falta de recursos financeiros destinados a modalidade Ead, como também pela ausência de programas de qualificação profissional. Nesse sentido, a qualidade do Ensino a Distância acaba sendo inferior a do presencial. Desse modo, é inaceitável que tamanha negligência estatal aconteça em um país signatário da DUDH, sendo de necessidade imediata medidas para interromper esse ciclo.

Portanto, a fim de promover a democratização do EaD, o Estado, em parceria com a iniciativa privada, deve promover a qualificação dos professores, por meio de cursos preparatórios, que visem ampliar o contato desses profissionais com as inovações tecnológicas. Além disso, deve-se aumentar os investimentos financeiros destinados a esse setor e promover o acesso à internet aos cidadãos menos favorecidos. Dessarte, a Educação a Distância será mais acessível, garantindo o direito à educação postulado constitucionalmente a todo cidadão.