Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 15/09/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos. E este vem sendo cada vez mais efetivado e universalizado com a grande ajuda da educação a distância, que alcança populações afastadas, facilita os estudos em diversos aspectos e descentraliza o conhecimento. Porém, esta modalidade de ensino tem sido alvo de críticas por parte de alguns educadores, devido sua superficialidade na abordagem do conteúdo e da frieza das relações; preconceito por parte de estudantes e uma necessidade de aperfeiçoamento cada vez mais requerida.

Inicialmente, são evidentes os benefícios oferecidos pelo EAD - sigla que se refere a modalidade de educação não presencial - para seus estudantes. Dentre eles estão a flexibilidade de horários, preço mais acessível, alinhamento com as formas de comunicação e tecnologias atuais e a sua multimodalidade - diversidade dos estímulos educacionais, indo além da sala de aula-. Isto pode ser exemplificado pelo fato de que o ensino a distância representou mais de 20% do total do ensino superior do Brasil no ano de 2019 de acordo com o jornal ‘O Globo’. E chegou a 7 milhões de pessoas no ano de 2017 segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), evidenciando assim a abrangência e a importância destes cursos na sociedade brasileira na contemporaneidade.

Contrastante a isto, há diversos desafios que a educação a distância apresenta. Estes são o preconceito, sucateamento dos cursos, exclusão digital - infraestrutural, financeira, cognitiva, etc -. Além disso há a formação deficitária de profissionais em função do mercantilismo educacional, que visa o lucro acima da qualidade e, um crescimento cada vez mais acelerado recentemente, que exige constante aperfeiçoamento, porém muitas vezes não é possível acompanhá-lo. Como exemplo prático desses obstáculos, foi enfrentado por diversas instituições uma evasão nas diferentes modalidades dos cursos no ano de 2014, cuja taxa foi de 25% de acordo com o censo 2015. Contribuindo assim para uma queda na qualidade da formação e na criação de uma fábrica de diplomas apenas, algo totalmente repudiado pelos estudantes e educadores nacionais.

Portanto, é necessário tomar medidas para superar tais empasses. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações ampliar subsídios para a compra e empréstimos de equipamentos - como computadores, roteadores, etc -, e para planos de internet residencial, escolar e comunitário de baixa renda, para assim democratizar o acesso à educação e à tecnologia. Além disso, compete ao Ministério da Educação a ampliação de programas e cursos de treinamento e capacitação profissional voltada a esta modalidade educacional e deve-se divulgar e atualizar conforme seja necessário as regras da EAD no Brasil. Para deste modo garantir de fato o acesso desse direito a