Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 28/09/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a educação a distância apresenta barreira, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário é fruto tanto da falta de apoio governamental, quanto da dificuldade que os educadores tem em relações ao uso de aparelhos tecnológicos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é fulcral pontuar que a falta de infraestrutura na educação a distância deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à citação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Assim, devido à falta de atuação das autoridades, uma pesquisa feita pela Agência Brasil mostra que 46 milhões de brasileiros não possuem acesso à rede, tornando os mais prejudicados as populações de cidades distantes dos grades centros urbanos que dependem, mas não possuem internet para aulas a distância, esse quadro reforçar cada vez mais a desigualdade do país para a formação educacional dos jovens. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.
Outrossim, há a dificuldade que os educadores tem em relação ao uso das tecnologias para uso pedagógico, um dos estudos feitos pelo G1, aponta que 53% dos entrevistados afirmaram que a ausência da formação para o uso do computador e da internet dificulta o seu trabalho nas aulas a distância. De acordo com Sócrates, “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”, trazendo essa reflexão para a realidade mostra-se a importância da educação tecnológica para os jovens para não serem punidos pela falta destinos futuro desenvolvimentos tecnológicos no ramo da educação.
Infere-se, portanto, que ainda a entraves para a resolução desses desafios. O Tribunal de Contas da União deve disponibilizar capital para o Governo Federal, que, por meio do Ministério da Educação será investido em aparelhos tecnológicos de ponta para que possa ser distribuídos tanto para alunos, quanto para professores que não possuam condições financeiras para a aquisição destas tecnologias, afim de que a educação a distância possa chegar à todos aqueles que sejam dependentes destas para o aprendizado. Além disso, o Ministério da Educação deve realizar um plano nacional com cursos de educação tecnológica pedagógica aos professores para que possam auxiliar o entendimento do funcionamento das plataformas, facilitando o trabalho dos educadores.