Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 04/10/2020

Com a necessidade de isolamento social, criada pela pandemia global de corona vírus, em 2020 as aulas presenciais foram canceladas no país, tanto de ensino médio quanto ensino superior. Nesse sentido, os alunos e professores foram obrigados a se adaptarem à nova realidade, já vivenciada por muitos, o ensino a distância (EAD). Por isso, torna-se de extrema importância a discussão sobre vantagens e desvantagens desse novo método para que barreiras sejam quebradas e a educação de qualidade seja igualitária, como em aulas presenciais.

Primeiramente, é necessário destacar as vantagens do EAD. Nesse aspecto, alunos adaptados a essa realidade são isentos das dificuldades de aulas presenciais, como o gasto com transporte para se deslocarem até a instituição, maior flexibilidade no horário e organização, além de uma mensalidade mais acessível. Deste modo, como 21% do total de ensino superior do país faz faculdade a distância, de acordo com o jornal G1, esses desfrutam desses privilégios.

Em contrapartida, como o EAD é uma nova forma de educação, ainda há dificuldades que precisam ser superadas. Ou seja, como as aulas são feitas via internet há problemas técnicos causados pela falta de estrutura necessária ou até mesmo pelo despreparo de professores. Nesse sentido, o sociólogo Pierre Lévy colabora ao dizer que toda nova tecnologia cria seus excluídos, assim, os professores acostumados com o método clássico são prejudicados pela tecnologia das aulas a distância. Ademais, os alunos também se prejudicam no sentido de menor número de horas destinadas às aulas práticas.

Logo, fica claro que esses impasses devem ser superados. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) em conjunto com universidades privadas devem trabalhar em uma melhor capacitação dos professores por meio de cursos que os ensinem como usufruir da tecnologia de modo que realizem uma aula clara e dinâmica para os alunos. Ademais, o MEC também deve fiscalizar se a carga horária mínima das aulas práticas é o suficiente e se está sendo cumprida pelas faculdades. Tais medidas têm como objetivo a melhoria do EAD no país para uma educação igualitária que forme profissionais ao nível do ensino presencial.