Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 04/10/2020
No Brasil, à educação é um direito assegurado pela Constituição de 1988. No entanto, no panorama atual, esse poder não tem sido plenamente garantido a sociedade, haja vista os desafios enfrentados para democratizar o acesso ao ensino a distância no país. Destarte, a negligência do Estado em promover acessibilidade da internet nas periferias, mais o preconceito social em relação a qualidade dos cursos onlines colaboram para o agravo dessa problemática.
Em primeiro lugar, segundo Thomas Hobbes, filósofo inglês, é dever do Estado promover o bem-estar social. Sob essa ótica, o desmazelo do Governo em promover políticas públicas, como barateamento de pacotes de internet, nas periferias, principalmente, aumenta a dificuldade do acesso a educação a distância. Isso porque essas áreas são mais desfavorecidas economicamente, logo não consegue custear para obter internet. Em suma, é indiscutível que esse entrave colabore para ampliar as desigualdades educacionais afetando, assim, o bem-estar social.
Em segundo lugar, de acordo com Paulo Freire, sociólogo brasileiro, o pensamento crítico ajuda o sujeito a entender a realidade na qual está inserido e, se necessário, buscar mudá-la. Nesse contexto, é pertinente o debate na sociedade sobre a qualificação dos cursos onlines, com a finalidade de informar e sanar dúvidas a respeito do tema. Desse modo, preconceitos, como a formação profissional a distância é defasada, por exemplo, será mitigado. Em síntese, essa consciência crítica ajudará os sujeitos a enxergar perspectivas positivas na educação online .
Inferem-se, portanto, problemas relacionados ao ensino não presencial no país. Por isso, o Governo, em parceria com o instituto de Geografia e Estatística, deve mapear as áreas periféricas para descobrir os locais sem acesso a internet, a fim de promover o barateamento dos pacotes dessa ferramenta nessas localidades, por meio de incentivos fiscais dados as empresas responsáveis por esse produto. Espera-se, com isso, tornar mais democrático o acesso à educação a distância no país.