Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Em meados do século XX, com o advento da Revolução Industrial, o cenário econômico mundial sofreu grandes transformações, que influenciaram tanto as relações laborativas, quanto as evoluções tecnológicas, possibilitando diversas vantagens digitais nos meios sociais. Entretanto, mesmo com tais avanços, percebe-se uma problemática em torno das perspectivas e desafios da educação a distância (EAD) no Brasil, uma vez que esse mecanismo ainda possui alguns gargalos em sua inserção na área educativa. Nesse contexto, torna-se evidente como causa a falta de conhecimento da população sobre o manuseio desse tipo de ensino, bem como a carência de investimentos nesse modelo.

A princípio, a presente lacuna informacional caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, segundo pesquisa do TIC Domicílios, apenas 41% das pessoas utilizaram, em 2019, a internet para realizar atividades ou pesquisas escolares. Nessa perspectiva, o sociólogo francês Durkheim, pregava que o indivíduo só saberá agir a medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Dessa forma, em analogia com o problema, é nítido que sem instruções sobre os manuseios tecnológicos necessários para estudar fora das instituições de ensino, o estudante não consegue se afeiçoar a esse método e acaba descartando essa alternativa.

Além disso, uma outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de investimento nesse meio educativo inovador. Nesse viés, a teoria contratualista de Thomas Hobbes prega que é dever do Estado garantir o pleno exercício de todos os eixos governamentais, como a educação, visando garantir os direitos do cidadão. Entretanto, segundo o site do Educa+ Brasil, o EAD sofre com a deficiência de investimentos quanto à expansão das práticas educativas aplicadas aos novos meios e ao avanço dos recursos tecnológicos. Logo, nota-se que a teoria do estudioso não está sendo colocada em prática, visto que a carência de recursos para o ensino a longitude está influenciando nas dificuldades para que essa nova modalidade educativa se estabeleça com credibilidade no país.

Dessarte, é evidente que as perspectivas da educação a distância no Brasil ainda possuem alguns desafios. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Infraestrutura, crie campanhas informativas, como eventos públicos e comerciais, por meios de verbas governamentais, apresentando a população o EAD e incentivando as instituições de ensino a aderirem esse modelo. Ademais, é importante que esses ministérios disponibilizem instrutores para auxiliar os estudantes na inserção do método e recursoss tecnológicos para a adaptação deles a esse meio. Assim, talvez, o ensino a distância seja inserido na área educativa brasileira e seja acessível a toda população.