Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 10/12/2020
Em março de 2020, devido a covid-19, uma série de restrições a circulação das pessoas mudaram a forma de ensino no Brasil, que passou a ser majoritariamente virtual. Entretanto, o que a princípio possibilitaria uma redução de custos para o estudante, como a redução de transportes e alimentação, tornou-se um desafio diante da exclusão digital vivenciada por muitos brasileiros. Desse modo, fazem-se necessárias medidas urgentes para a democratização do acesso ao ensino a distância (EAD) no Brasil.
Primeiramente, deve-se ressaltar que o EAD oferece aos indivíduos mais acessibilidade a informação, seja para moradores de regiões afastadas, seja para pessoas com necessidades especiais. Como defende o sociólogo Espanhol Emanuel Castells, quanto a descentralização do conhecimento na sociedade em rede e a retirada das barreiras físicas, como as salas de aula. Desse modo, a modalidade EAD está em franco processo de consolidação no meio estudantil, devido ao baixo custo da mensalidade, economia no transporte, alimentação e flexibilidade na rotina do aluno.
Outrossim, a falta de acesso à internet e aos recursos tecnológicos apresenta-se como uns dos maiores desafios à consolidação do ensino remoto para uma parcela social menos favorecida financeiramente, haja vistas o alto custo da internet, e na maioria das vezes, a baixa qualidade da conexão. Dessa forma, torna-se cada vez mais atrasado o acesso desses alunos à cibercultura, conceito defendido pelo filósofo francês Pierre Levy, que advém da relação de trocas entre sociedade, cultura e as novas tecnológicas. Logo, sem a democratização do acesso à internet no país, a implementação do EAD pode acentuar o processo de exclusão tecnológica.
Portanto, para desfrutar das potencialidade do ensino on-line e alterar a realidade da exclusão digital no país, é dever do governo criar programas para levar o acesso à internet à regiões afastadas, a baixos custos e com boa qualidade. Isso pode ser feito por meio de incentivos fiscais às operadoras do serviço, reduzindo impostos por exemplo, isso possibilitará o acesso democrático a rede mundial e inclusão digital na nação brasileira.