Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 19/10/2020
No atual momento em que o mundo se encontra em 2020, em meio à uma pandemias, a forma encontrada para viabilizar, com segurança, o estudo à todos aqueles que frequentavam unidades de ensino foi o EaD, Ensino a Distância, o que evidenciou sua colaboração para a educação, mas também deixou claro os seus problemas. Desse modo, observa-se que o EaD proporciona uma maior flexibilidade de horários, o que para muitos é uma de suas vantagens, entretanto, a falta de internet ou computadores o torna inexequível em alguns locais.
Em primeiro plano, a flexibilidade e a possibilidade de montar o seu próprio cronograma de estudos, foram os principais fatores citados como vantajosos por estudantes da modalidade. De acordo com o site “Guia do Estudante”, 44% dos estudantes optam por um curso em formato de EaD devido à liberdade de horários proporcionada. Dessa forma, além daqueles que conciliam o trabalho com os estudos, outros estudantes, que buscam mais tempo livre para suas atividades, também podem sentir-se atraídos por esse modelo, uma vez que este aproxima-se dos conceitos de modernidade líquida, propostos por Zygmunt Bauman, no qual as relações sociais e até as interações com o mundo externo se tornam fluídas e deixam de ser sólidas e fixas. Ademais, pode haver, com tal flexibilidade, um maior tempo de descanso para os alunos, proporcionando melhor qualidade de vida e melhores noites de sono, influenciando positivamente no aprendizado.
Contudo, em algumas localidades, em consequência da falta de internet e computadores, devido à ausência de recursos da população e o não investimento por parte dos governos locais, o método de ensino a distância se torna inacessível. Segundo o portal de notícias “G1”, uma pesquisa realizada em 2019 identificou que em 58% dos lares brasileiros não há um computador e em 33% não há internet. Isto posto, nota-se que é necessário que o governo intervenha para garantir que nessas localidades também seja possível utilizar ferramentas de ensino online, disponibilizando equipamento e rede de internet, assegurando o direito de todos e não privilegiando apenas uma parcela da população. Logo, de maneira análoga ao filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado deve disponibilizar meios para que o acesso ao EaD seja disseminado, garantindo iguais condições à todos os brasileiros.
Portanto, a fim de proporcionar acesso igualitário e de qualidade ao ensino a distância, o Ministério da educação, através de parcerias com as superintendências regionais de educação e empresas do ramo de comunicações, que em troca da disponibilização de computadores e internet, além de serem pagos, terão abatimento em seus impostos, distribuirá esses recursos de foma a tornar o EaD uma realidade no país, evitando os problemas causados pela falta de internet e computadores.