Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/10/2020

Recentemente, o Brasil está lidando com os impactos que a pandemia de coronavírus trouxe. Dessa forma, inúmeras mudanças ocorreram sendo o aumento da educação a distância uma das mais difundidas por todo o país. Com isso, para que o isolamento social seja respeitado e os casos de contaminações sejam freados, diversas escolas adotaram o sistema remoto de ensino. Entretanto, é imprescindível fomentar a análise de aspectos que permeiam as perspectivas do EAD brasileiro como os desafios acerca da desigualdade tecnológica no país, bem como a crescente evasão escolar.

A priori, a falta de acesso igualitária a tecnologia faz coloca-se como entrave para que a educação a distância seja uma possibilidade para toda a população brasileira. Nesse cenário, a Globalização fez com que notórios desenvolvimentos científicos-informacionais ocorressem e fossem disseminados para os países. Todavia, as desigualdades também ficaram em evidência, ao passo que a distribuição dessas tecnologias e riquezas não foi feita de maneira homogênea entre a sociedade global. Destarte, o Brasil reflete esse desequilíbrio, visto que, de acordo com o portal de notícias G1, 30% da população brasileira não possui acesso a internet. Logo, a uniforme propagação da educação a distância no país mostra-se longe da realidade, já que, para isso, é necessário uma homogeneidade tecnológica inexistente no Brasil.

Ademais, a falta de fiscalização quanto a real presença do aluno nas aulas a distância faz com que a evasão escolar aconteça. Nesse cenário, a série televisiva Smallville mostra a adolescente e aluna do ensimo médio Chloe que, ao precisar repor aulas perdidas se inscreve em um sistema educacional remoto. Logo, a menina encontra-se dispersa e sua falta de motivação faz com que ela realize outras atividades em período escolar enquanto suas aulas estão sendo passadas no computador de casa. Por certo, a evasão escolar de Chloe, que passa despercebida pelos professores, não é um contexto distante da realidade de inúmeros jovens brasileiros que encontram-se desmotivados ou sem a disciplina suficiente para se comprometerem ao EAD em detrimento a aulas presenciais.

Infere-se, portanto, que as problemáticas acerca das perspectivas e desafios da ampla implementação do EAD no Brasil devem ser resolvidas. Diante disso, urge que o Ministério da Educação - órgão responsável por zelar pela qualidade educacional de todos os brasileiros - junto ao MCTIC - Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações que tem o papel de promover o desenvolvimento tecnológico e a inovação -, por meio da criação de um software fiscalizem todos os alunos matriculados no EAD em suas aulas. Dessa forma, evitando fraudes e evasões típicas do ensino remoto e, por finalidade, alterando a realidade dos estudantes brasileiros.