Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 28/10/2020

No filme “Era uma vez”, é retratado um cenário em que há uma diferença na educação entre os abastados e os poucos afortunados, o que gera um desvinculo social. Sob essa ótica, verifica-se que, no Brasil, as perspectivas e os desafios da educação a distância persistem intrinsecamente ligada à realidade do país, devido não só à falta de compromisso com o ensino, mas também à desigualdade social existente. Com isso, faz-se necessária uma intervenção que busque reverter esse panorama.

Em primeiro lugar, é indubitável que a falta de compromisso com o ensino esteja entre as causas do problema. Sob ese viés, o filósofo Immanuel Kant defendia o campo das liberdades e direitos fundamentais na modernidade. De maneira análoga, o não comprometimento com as aulas online rompe esse campo, haja vista que, de acordo com o site “ndmais”, muitos alunos optam por essa modalidade pela possibilidade de flexibilização do ensino. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para a construção da responsabilidade educacional, com a finalidade de garantir os direitos fundamentais de Kant.

Além disso, destaca-se a desigualdade social existente como impulsionador da situação. Dessa forma, o sociólogo Max Weber determinou que a ação social só existe quando o indivíduo estabelece uma comunicação com os outros. Nesse sentido, nota-se que, devido ao mau diálogo da administração pública com as esferas políticas, medidas legislativas com o objetivo de erradicar as desigualdades na educação a distância não são firmadas. Desse modo, a não efetividade das leis - por parte do governo - corrobora para o quadro da elitização do ensino.

Conclui-se, então, que é mister que o Estado tome providências para ampliar as perspectivas da educação a distância no país. Sendo assim, o Ministério da Educação deve direcionar recursos para diminuir as desigualdades educacionais na internet. Para que isso ocorra, é necessário que haja a distribuição de computadores para alunos de baixa renda, visando a melhoria no acesso ao estudo. Por conseguinte, é indispensável que os veículos de comunicação anunciem os projetos de leis com o intuito de melhorar a disparidade das relações de conhecimento. Somente assim, o Brasil poderá construir perspectivas voltadas ao bem comum na qualidade do ensino brasileiro e, ademais, auxiliar para a não ocorrência da diferença na educação, assim como na obra “Era uma vez”.