Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 30/11/2020

O Ensino da Cibercultura

Consoante ao filosofo francês Pierre Levy, em seu conceito sobre cibercultura as tecnologias facilitaram um fluxo de ideias, práticas e representações entre pessoas conectadas no mundo todo. Todavia, mesmo com os avanços dos computadores e redes que desburocratizam a forma de instruir, o Brasil encontra grandes entraves para lidar com a superficialidade e precariedade da infraestrutura do ensino a distância. Nesse contexto, é valido pontuar que o EAD possibilita uma forma mais viável de aprendizado para seus adeptos.

No entanto, a qualidade do EAD não supre as expectativas geradas, uma vez que existe poucas variedades de cursos e a falta de organização das universidades em fornecerem plataformas de qualidade, prejudicam o desenvolvimento dos alunos. Por conseguinte, segundo pesquisa realizada pelo Censo da Educação, um em cada cinco estudantes estão matriculados no ensino a distância nas faculdades, contudo, a taxa de evasão chega a 25% em diversas modalidades do polo a distância, o dobro dos cursos presenciais. Assim, com a falta de pesquisas e investimentos, essa categoria encontra-se incapaz de se estabelecer com credibilidade atrapalhando o futuro profissional de futuras gerações que são assombradas pela desconfiança do mercado de trabalho.

Da mesma forma, faz-se necessário destacar o impacto da infraestrutura arcaica da educação brasileira. Incontestavelmente, o Brasil é um país socioeconomicamente desigual, visto que, muitas famílias não possuem aceso a internet, ou não dispõem de computadores em sua residência, influenciado diretamente a educação de grande parte de jovens e crianças. Ainda que, o indivíduo tenha a condição utilizar tais meios, os serviços de internet são ultrapassados e inconstantes. Diante dessa premissa, o educador brasileiro Paulo Freire afirma: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Logo, para que esse panorama seja revertido a situação da educação nacional em todas em todas as suas subdivisões, precisam de mudanças.

Portanto, a superficialidade e infraestrutura descompassada do EAD precisam ser corrigidas. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas públicas e aliado ao Ministério da Cultura promover a construção de postos de internet em todas as áreas carentes de acesso para os alunos, a fim de garantir o acesso de todos os cidadãos a internet. Outrossim, o Ministério da Educação deve fomentar medidas para amenizar a evasão, como palestras motivacionais em universidades e escolas e ainda oferecer descontos nas mensalidades para alunos com boa frequência nas aulas. Assim sendo, toda a nação de fato estará conectada.