Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 10/11/2020
No ano de 2020, o mundo experienciou uma das maiores crises humanitárias da contemporaneidade, a pandemia do novo Coronavírus. Nesse contexto, os mais diversos setores da sociedade se viram obrigados a reinventarem-se, dentre eles, o da educação, para se adaptar ao novo estilo de vida trazido pela quarentena as instituições de ensino Brasileiras tiveram de oferecer suas aulas na modalidade EAD (Ensino a distância). Entretanto, é inegável que alunos mais abastados financeiramente, que estudam em instituições de ensino de elite, receberam um serviço muito superior do que o oferecido à alunos em situação financeira mais vulnerável. Tal realidade se dá pela grande negligência governamental para com a educação e traz como consequência um ampliamento da enorme desigualdade social presente no país.Sendo assim, convém a análise da causalidade do impasse
Em primeira análise pode-se destacar a grande negligência estatal no que tange a educação de modo geral como uma das principais causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio do equílibrio, a justiça seja alcançada. Todavia, quando se trata da aplicação do sistema EAD no Brasil tal realidade não pode ser observada, uma vez que, devido a falta de medidas públicas que visem tornar a educação mais igualitária, instituições públicas de ensino, que possuem a grande maioria dos estudantes de baixa renda, ficaram, segundo um artigo do jornal Folha de São Paulo, ao menos 5 meses sem aula em meio a pandemia.
Consequentemente, observa-se um inegável aumento na desigualdade social já presente no país. Já que, por não possuírem aulas, estes alunos acabam ficando defasados em relação àqueles que estão tendo aulas, que acabam por serem aprovados nos maiores vestibulares do país, por exemplo, enquanto os alunos da rede pública acabam por não conseguirem essa oportunidade por não terem acesso à educação de qualidade -uma prova disso é um levantamento feito pelo jornal Estadão que afirma que 1 a cada 4 alunos de classe média são aprovados, já para alunos de baixa renda esse número aumenta para 1 a cada 600- contribuindo para a manutenção do abismo social existente na sociedade Brasileira.Logo, urge a disposição de meios que solucionem a problemática
É evidente, portanto, que medidas são necessárias para a solução do revés apresentado. Destarte, o Governo Federal deve, por meio do Ministério da Educação, criar um programa que vise o aumento de investimentos na educação a distância das redes públicas de ensino, além de oferecer aulas na televisão aberta aos alunos que não possuem acesso a interne a fim de observar-se uma redução na grande desigualdade social presente na educação do Brasil e a superação dos desafios da educação a distância no país