Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 02/12/2020
A agenda ONU (Organização das Nações Unidas) 2030 é um plano de ação global composto por dezessete metas que visam melhorar o mundo, e uma de suas tarefas é assegurar a igualdade de acesso entre homens e mulheres à um ensino superior de qualidade. No entanto, o propósito torna-se inalcançável quando o assunto discutido é o ensino a distância. Nesse sentido, seu problema deriva da falta de fiscalização a essa modalidade de ensino, e também da cultura do machismo presente na sociedade brasileira.
Primeiramente, é lícito postular que a educação a distância no Brasil ajudou a democratizar o acesso ao ensino superior. No entanto, é necessário que haja maior fiscalização por parte do governo sobre a qualidade de ensino que é oferecida aos estudantes. Nesse sentido, é preciso também aprimorar o ensino básico no país, tornando os alunos mais autodidatas. Dessa forma, o acadêmico poderá usufruir com maestria essa modalidade remota, assim como, ajudará a democratizá-la ainda mais.
Além disso, é perceptível que a cultura do machismo enraizada no país corrobora com a disparidade de ensino entre homens e mulheres. Segundo o último censo da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), as mulheres são a maioria que buscam a graduação remota. Assim sendo, não é difícil relacionar a procura por essa modalidade com o machismo que associa as mulheres como as donas de casa que precisam ficar cuidando de seus filhos. Por isso, são necessárias campanhas de conscientização para que mude esse pensamento presente na sociedade.
Portanto, fica evidente que são necessárias providências para que o acesso a um ensino a distância de qualidade no Brasil seja resolvido. Certamente, é preciso que o MEC (Ministério da Educação) fiscalize a qualidade das graduações que são ofertadas aos estudantes, submetendo as universidades a avaliações contínuas, a fim de melhorar o serviço prestado por elas. Além disso, por meio do Ministério da Comunicação, são necessárias campanhas de conscientização contra o machismo presente no país, fazendo com que haja as mesmas oportunidades de ensino para homens e mulheres. Somente assim, poder-se-á atingir o plano de ação proposto pela ONU e, consequentemente, construir-se-á um Brasil melhor para todos.