Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 03/12/2020

Apesar de parecer moderna, a educação à distância (EAD) já existia no século XX, com  anúncios de jornais que ofereciam cursos de datilografia por correspondência. Nesse contexto, hodiernamente, esses cursos, em detrimento de sua flexibilidade, possibilitaram o aumento da capacitação social. Apesar disso, o inacesso, ainda, de parte significativa da população brasileira é um empecilho para essa tecnologia.

Em primeira análise, conclui-se que a praticidade dos cursos online contribuiu para que a sociedade multitarefada pudesse adquirir um diploma. Nesse diapasão, a flexibilização das aulas pela rede, permitiu que muitas pessoas, com a vida agitada e cargas horárias de trabalho cada vez maiores, pudessem concluir um curso superior sem sair de casa. De acordo com o senso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), que contabilizou uma taxa de matrícula de 378% na modalidade online.

Entretanto, a incapacidade da utilização do ensino EAD, decorrente da falta de acesso a internet de comunidades carentes, impossibilita que elas desfrutem de seus benefícios. Segundo pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há cerca de 46 milhões de brasileiros sem acesso à internet. Desse modo, essa parcela populacional, na qual mais carece de educação, continua segregada das demais, não somente pela ausência educacional, mas também, pela falta de recursos para obtê-la.

Em suma, está claro que a educação brasileira EAD tornou-se um problema público. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério da Educação, principal competência que rege os investimentos nesse setor, na ampliação da cobertura tecnológica, por meio de parcerias, com Universidades locais e “Lan Houses”, no usufruto de suas salas de informática, a fim de garantir o objetivo principal do estudo à distância: universalizar o ensino.