Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 24/11/2020
O livro A Culpa é das Estrelas, escrito por John Green, conta sobre a vida de Hazel uma jovem diagnosticada com câncer, no entanto ela não tem muito tempo de vida e em meio a tratamentos hospitalares o ensino a distância (EAD) permitiu que ela concluísse a faculdade. Ao refletir a respeito das perspectivas e desafios da educação a distância, no século XXI, o EAD assim como para Hazel democratiza o ensino, ao mesmo tempo em que gera exclusão digital. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, que o Brasil é sétimo país mais desigual do mundo, segundo uma pesquisa feita pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Diante disso, a desigualdade reflete nos níveis de educação, percebe-se então que lugares mais afastados e pessoas de classe baixa não tem acesso ao ensino. De maneira análoga, identifica-se que o sociólogo Paulo Freire defende a educação, uma vez que apenas ela pode transformar o mundo, e com a democratização do ensino pelo EAD acarretará em uma sociedade mais justa e igualitária.
Desse modo, ainda que esse modalidade transforme a realidade de muitas pessoas, é notório a exclusão digital. A vista disso, a exclusão pode-se a uma limitação quanto a qualidade do ensino, internet, falta de domínio tecnológico e financeiro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Seguindo essa linha de pensamento, é possível perceber que ainda há limitações para o ensino a distância, devido a desigualdade social do país. Logo, segundo o filósofo Pierre Lévy toda tecnológica gera seus excluídos. Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Governo, em conjunto com empresas público privadas disponibilizam internet pública em praças, de modo que mais pessoas possam ter acesso ao EAD, com o objetivo de que todos tenham acesso a educação. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate a desigualdade social, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.