Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 02/12/2020
No século XVIII, houve os primeiros indícios de utilização da Educação a Distância, quando um curso por correspondência foi oferecido por uma instituição de Boston. Embora os programas oficiais e formais de EaD começaram a surgir somente em meados dos anos 1990 no Brasil, em decorrência da disseminação das tecnologias de informação e de comunicação. Hodiernamente, existem várias perspectivas e desafios nesse viés, uma vez que, apesar de oferecer a possibilidade de educação aos indivíduos exclusos socialmente, ainda é alvo de preconceito e enfrenta como obstáculos, a exclusão digital e o sucateamento dos cursos.
Em primeira análise, cabe abordar que o ensino a distância oferece maior acessibilidade as pessoas que detêm dificuldades de estarem de forma presencial nas salas de aula. Segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância, mulheres ocupam mais da metade desse público, tendo estas entre 26 e 40 anos que retomaram os estudos depois de adultas e/ou possuem filhos. Ademais, para o sociólogo Pierre Lévy, o virtual não é o oposto do real, e sim uma continuação dele, o que faz autenticar a viabilização desse recurso crucial para os sujeitos suprimidos da sociedade. Outrossim, a multimodalidade oferecida por tal, corresponde a diversificação dos estímulos educativos, muitas vezes limitados nas salas de aula (Hiperlinks, vídeos e áudios).
Por consonância, vale acentuar que a exclusão digital e o sucateamento dos cursos são desafios temerosos para a EaD. Conforme o especialista César Callegar, as tecnologias devem ser usadas para a formação de bons profissionais, e não somente para distribuição de diplomas, nessa diagonal é notário que o mau uso dessa ferramenta, acarreta em consequências agravantes para o aprendizado dessa variante. Além disso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - 2018, mostra que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet de qualidade no Brasil, o que faz notório que a falta de recurso tecnológico, infraestrutural e financeiro, procria-se na exclusão digital.
Torna-se evidente, portanto, que o ensino a distância mesmo oferecendo maior acessibilidade, ainda enfrenta contrariedades. Nessa perspectiva, compete ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, juntamente ao Ministério da Educação, realizar a ampliação de programas/cursos de capacitação profissional para EaD, por meio de plataformas online que contenham didáticas exclusivas a serem aplicadas, com objetivo de aprimorar o conhecimento e técnicas dos docentes, especialmente voltadas para educação remota. Para mais, o Governo Federal, deve aumentar o subsídio para compra de equipamentos, planos de internet e comunitários de baixa renda. Desta forma, a exclusão digital e sucateamento dos cursos, teria redução, tendo por resultância melhorias significativas na EaD.