Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 10/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante da nação, prevê em seu artigo sexto, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão do ensino à distância, dificultando, deste modo, a universalização desse direito tão importante. Diante dessa perspectiva, é essencial a análise da falta de ações eficientes por parte do governo e a falta de acesso a tecnologias como fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais eficientes para combater as dificuldades da educação à distância. Nesse sentido, com base nas premissas do filósofo John Locke, essa conjuntura se configura como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Paralelamente, é fundamental apontar a falta de acesso a tecnologia como impulsionador dos entraves ao aprendizado à distância no Brasil. Assim, de acordo com o site G1, quase um quarto da população brasileira não tem acesso a internet. Diante de tal exposto, entende-se a grave situação em que se encontra o país, já que a conexão na rede é fundamental para que o aluno consiga assistir as aulas, receber e enviar atividades. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

A partir dos argumentos expostos acima, percebe-se a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é fulcral que o Ministério da Educação, órgão responsável pela regulamentação do ensino no Brasil, destine mais capital para levar as tecnologias necessárias para os estudantes, utilizando as escolas para fornecê-las, a fim de mitigar a situação e facilitar o aprendizado à distância, pois, somente assim, conseguir-se-á garantir os direitos proferidos na Constituição.