Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 15/12/2020

Em 1975, fundado pelo jornalista Roquetti-Pinto, começa no Brasil o ensino a distância (EaD), por meio de aulas ministradas na televisão. Desde então, o EaD tem enfrentado muitos desafios para o seu aperfeiçoamento no país, entre eles a superficialidade do ensino e a reduzida cultura do autoaprendizado são entraves a serem vencidos. Assim, faz-se necessárias medidas exequíveis para sanar tais problemáticas e proporcionar boas pespectivas para o ensino a distância no país.

O filósofo Edgar Morin afirma que é preciso educar para a complexidade, por isso a superficialidade do ensino é um dos fatores que impedem o crescimento do aprendizado remoto, uma vez que não há a utilização de todos os recursos que contribuem para a formação completa dos estudantes. Prova disso é o curso de pedagogia a distância, o qual não utiliza a prática e o trabalho em equipe para que os alunos possam testar, em campo, o que aprendem durante o semestre. Dentro dessa ótica, é nótorio que a falta de aprofundamento nas matérias resulta em um déficit na formação dos novos profissionais, pois recursos fundamentais como a prática; estágios e o trabalho em equipe não são utilizados. Assim, é preciso combater esse problema.

Além disso, a reduzida cultura do autoaprendizado é outro fator que contribui para a precariedade do EaD no Brasil, visto que a metodologia de ensino do país não incentiva os discentes a aprenderem de forma autônoma e crítica. Exemplo disso é quando apenas o professor ensina e não há um debate crítico entre ele e os alunos. Entretanto, o educador, braisliero, Paulo Freire acreditava que docentes e estudantes podem aprender juntos e o último ensinar o primeiro. Assim, é possível afirmar que a falta do incentivo ao autoaprendizado retira a autonomia do aluno, a qual seria necessária para o estudo remoto, pois nele o aluno precisa ter a criticidade para aprender os assuntos sozinho e debater com os  seus professores sobre suas dúvidas e erros, para que ambos aprendam juntos e construam um conhecimento aprofundado. Dessa forma, urge a necessidade de vencer esse entrave.

Portanto, é evidente que o Brasil precisa vencer os desafios do ensino a distância e proporcioná-lo novas pespectivas. Por isso, é imprescíndivel que o Ministério da Educação (MEC) -ente responsável pela formação educacional do país- em parceria com as faculdades, promova o aprofundamento do EaD, por meio da inserção de aulas práticas nos cursos, os quais terão um valor mínimo a ser cumprido, a fim de sanar a superficialidade. Ademais, é preciso que o MEC, incentivem a cultura do autoaprendizado desde os primeiros anos escolares, por meio da criação de plataformas onlines; as quais terão recursos didáticos como jogos, e-books e vídeos que contribuam para que os dicentes aprendam o conteúdo antes de assistí-lo na sala de aula, objetivando a autonomia estudantil.