Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 17/12/2020

A  educação a distância acompanha nossa trajetória nos estudos há muitos anos, antigamente era possível estudar por cartas, mais tarde por rádio e depois por fitas de VHS. Com a chegada da internet, no início do século XIX, o ensino a distância foi se consolidando e mais pessoas começaram a optar por esse estilo de aprendizagem. A pandemia da Covid-19, que obrigou os sistemas de ensino migrarem em sua totalidade para o formato a distância trouxe muitos aprendizados positivos. Entretanto, mostrou também, diversos desafios a serem vencidos para que ele seja eficaz. Nesse contexto, devemos analisar a falta de metodologia de ensino aplicadas ao ambiente virtual e pouca inclusão digital, como exemplos desses desafios.

Em primeiro lugar, deve-se avaliar como a falta de inclusão digital dificulta o progresso do EAD no Brasil. Uma vantagem do ensino a distância é poder levar a educação para locais mais afastados e com um custo mais baixo, o que seria muito útil em um país de grandeza continental como o Brasil. Porém, na maioria das vezes, esses lugares mais afastados não tem ascesso a internet para usufruirem desse insino. No Brasil, segundo o IBGE, 30% dos domicílios ainda não tem ascesso a internet, e muitas vezes, quando se tem a internet, não tem os equipamentos adequados para estudar, como por exemplo computadores e tablets. Assim, fica evidente que é nescessario criar um plano para inclusão digital.

Em segundo lugar, é preciso analisar as estruturas curriculares e as metodologias de ensino. Como dizia Paulo Freire, ninguém aprende sozinho, mas também niguém é ensinado alguma coisa. Assim, os educadores devem levar conhecimento para os outros, para que eles aprendam à sua maneira, com base na sua experiência que tiveram com o mundo. Dessa forma, a transposição das metodologias classicas de ensino aplicadas no ensino presencial para o ensino a distância, tem levado os alunos ao estresse e desinteresse pelos estudos. Daí a nescessidade do desenvolvimento de novas metodologias.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para enfrentar a situação. O governo deve investir recursos nas universidades e centros de pesquisas em educação, para que os pesquisadores desenvolvam novas metodologias de ensino e proponham novas estruturas curriculares para serem implementadas. Isso deve ocorrer nos niveis de ensino do fundamental até o ensino superior, incluindo o ensino a distância na estrutura de ensino do país. O governo também deve ter um sólido programa de inclusão digital, levando em conta as diversidades regionais e culturais do Brasil. Com isso, será possível ampliar a oferta de ensino e promover uma maior inclusão social, que é um dos objetivos do EAD.