Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 18/12/2020

A TV Educatica(TVE), foi a emissora de televisão pública fundada no Rio de Janeiro em 1975, idealizada para se transformar em um centro de produção e difusão de programas direcionados para a educação a distância. No entanto, embora a emissora tenha sido uma das primeiras dedicadas ao ensino remoto e ter contribuido para democratização a educação, os indivíduos ainda são dependentes e não há cultura de autoaprendizagem. Assim, cabe debater acerca das perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil.

Em primeiro plano, torna-se evidente que os indivíduos ainda são muito dependentes de alguém que lhes ensine presencialmente. A esse respeito, desde o Iluminismo - século XVIII - o sistema educacional sempre foi centrado na figura do professor, assim como ocorre nos dias atuais. Com efeito, fica evidente que a partir do Iluminismo até a contemporaneidade os cidadãos estão encorajados a serem dependentes dos professores presenciais. Sendo assim, o indivíduo encontra-se alienado, uma vez que deve romper com essa ótica e ir em busca de novas formas de conhecimento para com isso poder adquirir o senso crítico e se adequar às novas tecnologias bem como o ensino remoto. Nesse sentido, um caminho possível para desconstruir os desafios do ensino a distância é combater o principal obstáculo: a dependência.

Ademais,  é necessário ressaltar que não há uma cultura de autoaprendizagem entre a sociedade brasileira. Sob essa conjuntura, o “Mito da Caverna” de Platão, retrata prisioneiros que vivem desde a infância presos em uma caverna, com as mãos amarradas em uma parede esses indivíduos só podem ver as sombras que são projetadas na parede situada à frente. De maneira análoga, a falta de conhecimento sobre a realidade  nos mantém  presos a um mundo limitado, onde é possível enxergar apenas a sombra do que acreditamos ser real. Desse modo, seguindo essa linha de pensamento, devido o aluno ficar com toda a responsabilidade do aprendizado, acontece a falta de cultura de aprendizagem - também conhecido como self-learner - e assim a maioria dos indivíudos adquirem o desconforto por estarem vivendo dentro de “bolhas” ao achar que não são capazes de aprender sozinhos.  Assim, medidas são necessárias para etenuar o impasse.

Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Logo, cabe ao Ministério da Educação elaborar campanhas e palestras em todas às escolas brasileiras, por meio de profissionais qualificados para desmistificar a dependência entre os alunos e conscientizarem os indivíduos sobre a importância da cultura de autoaprendizagem, para que assim os cidadãos sejam mais autônomos e menos dependentes dos professores presenciais.