Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 21/12/2020

Na Antiguidade, existiam liceus - instituições responsáveis por, entre outras coisas, a transmissão de conhecimentos a crianças e jovens. Havia também naquele período professores particulares, que eram denominados mentores. Foram necessários mais de dois milênios para que ocorresse uma mudança grande nesse panorâma. Hodiernamente, graças à evolução da Telemática, pode-se aprender com tutoria de estabelecimentos de ensino em qualquer lugar do país, por preço menor em relação ao praticado pela modalidade de ensino presencial, bastando, para isso, conexão com internet.

Em uma primeira nálise, é valido destacar que dos mais de 5000 municípios brasileiros, apenas 49 continham população superior a 500 mil habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019. Deste dado decorre a conclusão de que há muitos brasileiros vivendo em espaços geográficos distintos dos metropolitanos, aqueles nos quais amiúde a infraestrutura da saúde, do lazer e da educação é precária. Dessa forma, para que um cidadão de um lugar ermo ou afastado dos grandes centros urbanos tenha a possibilidade de se instruir com materiais de qualidade e acompanhamento profissional o ensino à distância (EAD) se faz muito importante. É apenas pela educação bem-sucedida, como bem afirmara o filósofo Immanuel Kant, que um indivíduo conquista sua autonomia, sua liberdade.

Um outro aspecto positivo do EAD, além de seu poder de alcance, é sua acessibilidade no que se refere aos custos para a realização da conexão entre entidade educacional e alunos: há diminuição dos gastos mantenedores por parte da instituição que é invariavelmente repassada aos clientes, quando se trata de empresas privadas. Contudo, com a ausência da rede mundial de computadores (internet) e de equipamentos como computadores e e celulares em determinada localidade, não é possível a implantação dessa nova maneira de ensinar e aprender. E isso deve constituir motivo de preocupação governamental, visto que 28% dos domicílios brasileiros não estavam conectados em 2019, segundo o IBGE.

Diante do exposto, faz-se mister que o Governo Federal, por meio do Ministério de Desenvolvimento Regional, capacite todos os municípios a receberem sinal de internet, instalando para isso aparelhagem adequada, e também que o Ministério da Cidadania invista no financiamento de serviços de banda larga, junto às operadoras que o fornecem, para aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Essas ações combinadas serão responsáveis pela melhora nos índices de educação do país e contribuirá para que a marcha da evolução tecnossocial avance.