Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 08/01/2021

De acordo com o artigo 205 da Constituição Federal Braileira, a educação, enquanto direito de todos, deve ser feita visando a preparação do indivíduo para o exercício da cidadania e a qualificação para o mercado de trabalho. Tendo isso em vista, conforme o avanço da sociedade contemporânea, novas tecnologias educacionais surgem, dentre estas, o EAD (Ensino à distância), o qual é uma modalidade de aprendizado com características promissoras. Dessa forma, é relevante a análise das vantagens e desafios da educação à distância no Brasil para que haja um conhecimento mais aprofundado sobre a temática.

Em uma primeira análise,a educação à distância tem como destaque a premissa de tornar mais prático e barato o conhecimento universitário ou técnico. Nesse viés, segundo Steve Jobs, emresário norte americano, a tecnologia possui um papel essencial no desenvolvimento e aprimoramento do homem. Logo, permanecendo na visão do investidor, a junção entre a ciência tecnológico e a educação gerou uma forma que permite que muitos dos quais antes não tinham condições, tirem diplomas. Pois, uma vez que a modalidade é mais barata, flexibiliza os horários de aula, visto que as lições são gravadas, permitindo que o aluno as assista quando puder, e, em alguns casos, requer menos anos para a graduação, o acesso ao conhecimento universitário fica mais democrático.

Contudo,em contraste com os benefícios, é necessário mencionar as desvantagens provenientes do modelo supracitado. Antes de mais nada, César Callegari, presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada, afirma que há de ter-se um cuidado para que as faculdades que adotarem a forma educacional do EAD não virem meras máquinas distribuidoras de diplomas. Sob essa ótica, o ensino à distância diminui o contado entre o professor e o aluno, o que por sua vez exige uma autonomia dos discentes.Consequentemente, uma parte da responsabilidade, que antes era do lecionador, vai para os alunos, o que inevitavelmente faz com que a produtividade do curso caia, formando profissionais potencialmente menos capacitados do que aqueles que tiveram participação integral de um professor na sua formação.

Depreende-se, portanto, a necessidade do planejamento de meios que contribuam para a formação de profissionais igualmente capacitados, seja aqueles formados na educação presencial ou não. Dessa maneira, o Ministério da Educação, por meio de uma reunião com representantes das faculdades de EAD,recomende que os cursos não presenciais devam ter aulas bônus, as quais serão opcionais e semanais, com a finalidade de promover uma base mais sólida na formação do profissional. Somente assim, a educação à distância atingirá seu potencial máximo no Brasil.