Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 23/12/2020

A pandemia de covid-19 que atingiu o Brasil em meados de março de 2020 fez com que houvesse a suspensão das aulas e em alguns casos a sua substituição pelo ensino remoto. Dessa forma, é inferível que o ensino a distância (EAD) proporciona novas percepções em meio à situações de caos. Seguindo essa perspectiva, na contemporaneidade, com o avanço das tecnologias de informação, o EAD apresenta grandes possibilidades e ainda desafios de execução no Brasil. Nesse sentido, tanto a facilitação do ensino, quanto as desigualdades sociais são caminhos para se entender a problemática.

Em primeira instância, deve-se ressaltar os benefícios que o EAD proporciona para os estudantes brasileiros. Segundo o filósofo Francis Bacon, a tecnologia não serve somente para aumentar o conhecimento, mas para melhorar a vida do homem na terra. Sob tal óptica, é notório que com o advento da Revolução Industrial, surgida na Europa no século XIX, o mundo beneficiou-se de diversos privilégios oriundos da ampliação da tecnologia como um todo, por exemplo, com o surgimento do ensino virtual, que de certa forma atende às necessidades do indivíduo contemporâneo, dado que ele precisa de rapidez, flexibilidade e ritmo adaptado. Desse modo, muitas são as possibilidades desse tipo de educação, tendo em vista que como muitos adultos têm dificuldade em conciliar os horários de estudo com seu trabalho e vida doméstica, com o EAD ele consegue estudar na hora que tem disponível, sem precisar sair do trabalho ou contratar pessoas para ficarem em casa com seus filhos.

Outrossim, a corroboração da circunstância se deve às desigualdades presentes. Desde o período colonial do Brasil era perceptível a grande discrepância dos direitos, já que nessa época apenas a nobreza tinha acesso à leitura e educação, por exemplo. Da mesma maneira, em pleno século XXI, é possível perceber que, com a concentração do acesso de benefícios, como uma educação de qualidade por meio das plataformas on-line, às camadas média e alta da sociedade- essa ainda é uma realidade do país. Isso pode ser comprovado, pois segundo o site de notícias O Brasil de Fato, hoje, 46 milhões de brasileiros não tem acesso à internet, pelo serviço ser muito caro ou pela falta de dispositivos eletrônicos. Dessa forma, as divergências de direitos afetam toda a nação, já que impedem muitos de ter mobilidades digitais e uma educação mais ampla.

Diante do exposto, portanto, é viável avaliar-se as perspectivas e os desafios do EAD no Brasil. Em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações, cabe ao Governo Federal aumentar o investimento em computadores e em planos de internet popular, por intermédio do desenvolvimento de projetos, de incentivos fiscais às empresas que oferecem o serviço. Tudo isso com o objetivo de expandir aos poucos o uso, facilitando o acesso da população.