Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 05/01/2021

Durante anos a educação não era conhecida como direito mais privilégio de poucos, a exemplo do Clero e sua dominação de conhecimento na Idade Média. Desse modo, anos após a educação passa a ser democratizada através de estratégias como ensino a distância-EAD. Assim, deve-se analisar tanto a ausência de investimento, quanto a falta de acesso à internet que são fatores que dificultam na promoção desse ensino.

Em primeira análise, é perceptível a ausência de investimento do Estado no aperfeiçoamento do ensino a distância, no qual gera uma ferramenta educativa frágil e sem eficiência. Dessa forma, segundo a Constituição Federal, Art. 205, garante que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. No entanto, esse direito e dever não é cumprido no atual cenário brasileiro, em que a prática em EAD não possui uma forma completamente eficiente devido a fragilidade em sua plataforma.       Em segunda análise, a falta de acesso aos meios tecnológicos e a internet é um fator que impede no fornecimento de educação a distância para pessoas mais pobres. Nesse sentido, de acordo com a TIC Domicílios mais de um terço das residências brasileiras não possuem tecnologia com acesso à internet. Nessa perspectiva, é notório a desigualdade existente no ensino em EAD, no qual se torna exclusivo a pessoas que têm boas condições financeiras.

Portanto, cabe ao Estado fornecer projetos de melhoria educacional, por meio de investimentos no aperfeiçoamento do ensino a distância, com a finalidade de fornecer um ensino adequado e formação profissional excelente na própria residência. É importante, também, que o Governo facilite o acesso a tecnologias por pessoas que necessitam, mediante a formação de ambientes que forneçam o empréstimo gratuito a esses meios, a fim de promover o contato de todos a práticas em EAD para que o quadro vivenciado na Idade Média não ocorra novamente.