Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 30/12/2020
A 3ª Revolução Industrial, marcada pelo Meio Técnico Científico e Informacional, se caracteriza pelo avanço tecnológico na conjuntura social, uma vez que o desenvolvimento dessa nova modalidade impulsionou diversos setores, inclusive a Educação Digital. Por conseguinte, tal modalidade possibilitou o ensino em diferentes regiões, bem como a multiplicidade de ferramentas. Entretanto, a desigualdade social, acoplada a ineficiência de políticas públicas, impedem que tal ensino ocorra de forma eficaz na atualidade. Logo, urge que o Estado encontre meios para reverter esse cenário.
Em primeira análise, vale destacar que, com a pandemia do COVID-19 e o isolamento social para não disseminação do vírus, o ensino remoto passou a ser a principal ferramenta de estudos no Brasil. Contudo, é valido salientar que, a dificuldade em organizar os horários para os estudos durante esse ensino digital, é um problema que afeta toda população em aspectos gerais, tanto pelo ritmo desacelerado em função do aluno não estar no ambiente escolar, quanto pela falta de incentivo de professores no meio presencial. Além do mais, o uso de plataformas digitais para ofertar tal ensino, como, por exemplo, Google Meet e o Zoom, acabam desenvolvendo uma sociedade cada vez mais conectada e dependente, o que coincide com a teoria do filósofo Pierre Lévy, deixando explícito que a sociedade está cada vez mais a “hiperconcetada”, ou seja, dependente do aparato tecnológico.
Em segundo plano, ainda que medidas tenham sido desenvolvidas para propor um ensino a distância para todos, como, por exemplo, o Instituto Federal de Alagoas- IFAL, o qual propôs um auxílio de internet e um tablet para os alunos, a fim de promover as aulas digitais, a falta de domínio tecnológico, bem como a limitação da internet em regiões rurais, são impasses que impedem a promoção dessas aulas de forma igualitária e seguindo o padrão da equidade de John Rawls, o qual deixa explícito que se deve ter um equilíbrio perante a sociedade. Além disso, por mais que Constituição Federal de 1988, garanta a educação como direito básico, na prática tal aspecto distorce da diretriz apresentada, uma vez que o acesso físico nas escolas são restritos em alguns locais, sendo necessário o meio digital.
Portanto, com o intuito de promover uma educação digital para todos, bem como atenuar a exclusão causada pela internet no Brasil, faz-se necessário que o Estado, em parceria com o Ministério da tecnologia, desenvolvam pontos de internet gratuitos em locais públicos, como praças e parques, com ênfase para as regiões menos favorecidas, além de cursos de informática para os alunos desenvolverem seu aprendizado digital, com o intuito de promover uma qualidade digital para todos. Ademais, o Ministério da Educação por meio do recursos do FUNDEB, deve promover uma alfabetização digital, especialmente para os mais atingidos, a fim de promover o conhecimento a todos.