Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 05/01/2021

Para o ativista Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa capaz de mudar o mundo. Nesse contexto, o desdobramento de novos métodos de ensino fazem-se presentes - a exemplo do ensino a distância (EAD) -, e surgem no intuito de flexibilizar o tempo, reduzir os gastos estruturais e possibilitar o usufruto do avanço das plataformas digitais. No entanto, os desafios e expectativas frustradas para garantir o acesso democratizado à educação no Brasil, são agentes tardeadores do progresso desse meio, seja pela escassa intervenão estatal, seja pelo demérito da população em projetos como esse.

Diante desse cenário, é digna a menção de que o sistema político vigente opera mais nas áreas de remediação de problemas sociais ao invés da solução direta das causas, por mais que essa seja mais demorada. Por isso, a falta de incentivos à concretização do saber mais abrangente é substituído pela superficialidade do ensino tradicional, o qual não preenche os requisitos do sistema hodierno globalizado, pois esse encontra-se sucateado ou inexistente em diversas regiões periféricas. Apesar disso, segundo o Censo da Educação Superior, um em cada cinco estudantes matriculados em cursos universitários pagos estuda à distância. Logo, o aproveitamento dos recursos modernos, dado a praticidade proporcionada por eles, urge a sua coexistência em ambientes públicos e privados.

Outrossim, a questão da adaptação entra em vigor: o método de ensino corriqueiro é entendido por uma grande parcela da sociedade como algo eficiente, mesmo que seja incompleto para a atualidade. Desse modo, a compreensão do público-alvo acerca da necessidade de mudar para aderir à praticidade do ensino tecnológico e desenvolvimento pessoal é escassa, visto que, de acordo com a visão da Escola de Frankfurt acerca da Indústria Cultural, os meios de comunicação são mais usados como forma de alienação do que de veiculação de informações relevantes. Com essa ausência, perde-se a alcançabilidade de sua importância, dentre elas a flexibilidade de horários e a colaboração com o meio ambiente, pela redução do uso de papel e do deslocamento em automóveis, o que é urgente para o cenário do mundo atual.

Por fim, é mister que medidas de intervenção sejam feitas para impulsionar o ensino à distância no Brasil. Para isso, as Secretarias de Ciência e Tecnologia devem direcionar capital que, mediante um aumento na Lei das Diretrizes Orçamentárias, ampliem o setor de investimentos em plataformas de ensino digitais com vistas à formação cidadã respaldada pelo saber e desenvolvimento tecnológico. Ademais, a criação de projetos por empresas da área, como a multinacional Microsoft, em união com os governos municipais, devem conduzir o ensino, aos profissionais e alunos, de habilidades fundamentais para o uso do meio virtual nas suas tarefas diárias e, assim, consolidar a vontade de Mandela.