Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 06/01/2021
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Essa frase do nobel da paz e símbolo da luta contra o “apartheid” Nelson Mandela retrata a importância do ensino. No contexto atual, com o crescimento da modalidade de estudo a distância, o conhecimento tem se tornado mais acessível e prático. Todavia, a falta de qualidade e a incerteza quanto a melhora dessa forma de aprendizado surgem como obstáculos. Desse modo, faz-se necessária uma ação conjunta dos setores sociais para solucionar esse quadro.
Em primeiro lugar, é preciso compreender a ainda deficiência na excelência da educação a distância. Isso ocorre porque as universidades que oferecem tais cursos, em sua maioria privadas, priorizam o lucro em detrimento da qualidade de ensino, fato que propicia uma grande quantidade de estudantes para poucos professores. Na prática, isso pode ser evidenciado pela pesquisa realizada pelo site “G1”, a qual retrata mais de um quinto dos alunos de cursos superiores estarem matriculados nessa modalidade. Consequentemente, observa-se uma falta de disponibilidade dos professores para o esclarecimento de dúvidas.
Outrossim, vale salientar a incerteza quanto a melhoria desse método de ensino. Para isso, é pertinente mencionar o conceito de ação comunicativa, do filósofo alemão Jürgen Habermas, que se caracteriza pelo diálogo social para a chegada de um consenso a respeito de uma decisão em prol do bem comum. Nesse sentido, vê-se a carência de perspectiva de excelência da educação pela internet como fruto da falta de comunicação entre alunos, instituição e professores. Dessa maneira, é necessário por em prática uma atuação que reverta essa situação.
Portanto, diante dos entraves ao progresso do estudo a distância, medidas interventivas são enssenciais. Dessa forma, o Ministério da Eduação, por meio de planejamento e regulamentação, deve instituir a obrigatoriedade de plantões online de dúvidas para os cursos a distância com limite de alunos, com intuito de promover o maior acesso dos alunos aos docentes e a melhor compreensão do conteúdo. Ademais, as universidades devem criar uma abertura de diálogo, mediante pesquisa de avaliação do curso e sugestões de melhorias com os docentes e discentes, a fim de se obter a melhora da qualidade de ensino. Assim, o Brasil poderá mudar o mundo da maneira verdadeiramente eficaz.