Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 09/01/2021

Em 2011, a Organização das Nações Unidas - ONU - declarou publicamente que o acesso à internet deve ser enxergado como um direito humano. De acordo com ela, a rede mundial de computadores “impulsiona o desenvolvimento econômico, social e político das nações, contribuindo para o progresso da humanidade como um todo”, sendo assim o EaD -ensino a distância- é um direito humano do século XXI. Porém, segundo o pensamento “cidadão de papel” do escritor Gilberto Dimenstein, uma cidadania garantida nos papeis, pode não existir na prática. Contudo, mesmo que a educação a distância seja um direito de todos, a exclusão digital e a desigualdade de acesso à educação ainda persistem.

Em primeira análise, é importante salientar que o ensino a distância oferece diversas vantagens, como, uma maior acessibilidade financeira - por ser a distância, o preço pode ser mais acessível-, pode ser temporal, pois você pode optar por assistir aulas gravadas no horário que desejar, e uma outra vantagem desse modo de ensino é não perder tempo se locomovendo. Assim, o EaD se tornou uma forma de aprender mais vantajosa para os estudantes - principalmente aos que trabalham e estudam-. Segundo o Inep, as matrículas em EaD cresceram 17,6% de 2016 para 2017, com isso, vemos como o EaD pode ser uma forma muito boa para os estudantes brasileiros.

Em segunda análise, percebemos que mesmo sendo uma forma vantajosa de ensino, muitos jovens não tem acesso por conta da exclusão digital; tanto tecnológica, pois nem todos os jovens tem acesso à internet - Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que 45,9 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso à internet em 2018-, infraestrutural pois mesmo tendo acesso, a internet pode ser de má qualidade, e a exclusão também pode ser cognitiva, algumas pessoas podem ter dificuldade em acessar as novas tecnologias digitais.

Portanto, para que mais alunos tenham acesso a uma internet para não ficarem exclusos de uma educação a distância de qualidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações -MCTIC- em parceria com o Ministério da Educação, devem investir na ampliação de subsídios para compra ou empréstimo de equipamento e para planos de banda larga residenciais, escolares e comunitários de baixa renda. Ademais, os mesmos Ministérios devem fazer uma ampliação de programas de cursos de treinamento para EaD e divulgação das regras no Brasil, para que a dificuldade com as novas tecnologias não impeça as pessoas de acessarem essa rede de ensino.