Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 14/01/2021

O mundo no ano de 2020 conviveu fortemente com a pandemia da Covid-19, realidade responsável por mudar hábitos econômicos, sociais e principalmente educacionais devido ao isolamento social. Nesse enfoque, a ampliação das aulas a distância foram essenciais para permitir o funcionamento adequado da educação, quadro que evendiciou os desafios enfrentados pelo Brasil quanto a esse tipo de ensino, como a falta de infraestrutura estatal necessária na realização das aulas, somada às consequencias da carência de interação interpessoal entre alunos e professores no modelo remoto.

A princípio, é válido e necessário entender a educação como um direito constitucional básico garantido pelo ordenamento jurídico de 1988. Entretanto, a falta de estrutura fornecida pelo estado para a realização satisfatória das aulas remotas é um grande inibidor desse direito. Nessa perspectiva, é preocupante a porcentagem de quase 40% estudantes de escola publicas isentos de materiais para a participação nas aulas, como afirma pesquisa da TIC Educação em 2019. Logo, é possível observar a falta de políticas públicas na inserção de alunos de escola públicas, que não possuem os aparelhos necessários para aulas “online”. Trata-se, portanto, de um escabroso descaso dos orgãos federais, que são os responáveis por garantir o bem estar da populção, todavia, em efeito contrário, geram fragilidade e marginalização.

Somada a essa mazela social, é importante destacar os problemas desencadedos pelo distanciamento de alunos e professores no esino a distância. Diante disso, é imprescíndivel entender que o desenvolvimento social e cognitivo do aluno tem forte ligação com a interação com outros indivíduos e meio, sendo a aprendizagem uma experiência naturalmente social, como defendia o psicólogo Lev Vygotsky. Nesse prisma, é preocupante os diversos rumos possibilitados pela EAD, que se preocupam unicamente com o conhecimento técnico e formal do estudante em detrimento do seu desenvolvimento pleno social. Dessa forma, é indispensável tecer críticas ao mundo contêmporâneo por valorizar apenas aspectos curriculares e não socio interativos.

Frente a tais problemáticas, urge, por conseguinte, que o Ministério da Educação em parceria com Secretarias Públicas da Educação, desenvolvam projetos de acesso dos alunos às aulas remotas e encontros presenciais esporádicos das turmas. O projeto deve acontecer por meio das mídias televisivas, com o fornecimento de aulas diarias em canais abertos de televisão, com professores do estado, para abranger de modo mais uniorme a população que não possui celular e computador. É também necessário que sejam programadas oficinas informáticas interativas no ambiente escolar a cada duas semanas para promover a interação entre estudantes e discentes, auxiliando a aprendizagem. O conjunto de ações deve visar a mitigação do indíces de estudantes sem aulas remotas e fornecer conjuntamente a contato social.