Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A Educação a distância não é uma prática exclusiva do século XXI, tornou-se prático e necessário ao longo dos anos; é inquestionável que a descentralização do conhecimento deve cada vez mais entrar em vigor, como é posto pelo filósofo Manuel Castells, causando assim um impacto positivo na sociedade, quebrando barreiras geograficas e de saúde pública, como no caso da Covid-19 atualmente. Contudo, na realidade, os beneficios não atigem toda a população brasileira, haja vista a elitização nesse tipo de sistema e a falta de infaestrutura e de formação ligadas ao uso das tecnologia, principalmente em escolas públicas. Sendo assim, urge a análise e a resolução desses entraves.
Primeiramente, vale ressaltar, que a constituição de 1988 garante o direito a educação ao cidadão; com isso deve ser ofertado de maneira justa a todos os jovens; com os empecilhos já mencionados faz-se essencial o EaD, para que assim possa sana-los, distribuindo a educação e o conhecimento. Entretanto, o sistema público de educação não concedia correntemente aulas onlines, sendo algo monopolizado até então pelas escolas e faculdades particulares. A tecnologia não era tão utilizada como objeto central em institutos governamentistas; além disso a maior parte dos alunos com baixa renda não possuem aparelhos com internet que possam ser utilizados ou até mesmo coisas simples como, livros escolares para o acompanhamento dos assuntos abordados nas aulas; pela então falta de condições esse cenário tecnologico restringiu-se as escolas mais elitistas com investimentos maiores.
Atualmente, com a pandemia do Corona vírus, as mesmas que até então não possuiam essa forma de ensino passaram a utiliza-la de forma súbita. A falta de infraestutura dessas, que até então não possuiam a engenharia necessária para ofertar as aulas, passaram por grandes dificuldades no inicío da quarentena e deixaram a mercê dos professores os instrumentos fundamentais para uma mínima paridade com o ensino privado. Ademais os educadores não receberam qualquer formação pré ou durante as “forçadas” aulas online pela situação do Brasil.
É inegável a relevância do EaD não somente no período atual, assim como também é visto a disparidade entre as qualidades educacionais do ensino gorvenista e privativas. Portanto, cabe ao governo assistir professores e alunos, com formações de fácil acesso e entendimento para que torne-se possível a maior compreensão do uso da tecnologia no ensino. Outrossim, faz-se imprescindível que o mesmo auxilie diretamente as organizações em todo o Brasil, com maiores investimento em aparelhos que facilitem o acesso dos envolvidos. Como posto por Paulo Freire, não é possível a mudança da sociedade sem a educação; e o Estado deve tornar-se responsável por facilitar a disseminação da mesma.