Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 14/01/2021

De acordo com o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa da humanidade para mudar o mundo. Nesse viés, percebe-se que a educação a distância (EAD) colabora para mudanças sociais. Entretanto, o Estado falha em democratizar esse tipo de ensino e, além disso, há preconceitos da sociedade em relação a essa nova forma de aprendizagem.

Em primeiro lugar, é importante abordar as falhas governamentais. Platão, há dois milênios, idealizou a teoria da cidade justa, em que, nela, tudo era perfeito. Porém, o Brasil vai contra a tese do filósofo grego ao se observar o grande número de cidadãos sem acesso à internet. Com isso, a falta de acesso às redes impede que o ensino à distância seja concretizado em locais afastados e pobres, o que priva os cidadãos dessas regiões do acesso ao EAD.

Outrossim, destaca-se a visão da sociedade em relação a essa modalidade de ensino. Segundo o cientista Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Sendo assim, é um desafio transformar a perspectiva da população de que as aulas a distância são inferiores. Assim, é perceptível que isso ocorre devido a supervalorização das aulas presenciais em relação ao EAD, pois elas são conhecidas e praticadas pela maior parte da população. Com isso, o setor evolui mais lentamente, o que retarda a urgência de distribuição de internet por parte do Estado. Apesar disso, esse cenário é mutável e está em constante evolução.

É mister, portanto, que o Estado tome medidas para mitigar essa problemática. Ele deve, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia, criar um amplo projeto de distribuição de internet em áreas afastadas e carentes, com o objetivo de que todos tenham acesso igualitário a qualquer tipo de ensino. Dessa forma, com a ampliação da educação a distância, a sociedade poderia, finalmente, entender e mudar sua percepção sobre esse tipo de aprendizagem.